TJ manda investigar traficante que usou laudo médico falso em HC

Investigação será conduzida pelo Ministério Público a pedido dos desembargadores que foram induzidos ao erro

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça encaminhou ao Ministério Público de Mato Grosso um pedido de abertura de investigação pela suspeita de que um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho, o traficante Ulisses Batista da Silva, tenha utilizado laudo médico falso para ingressar um pedido de habeas corpus.

A decisão sigilosa consta no Diário da Justiça que circula nesta segunda-feira (22).

O pedido de prisão domiciliar chegou a ser autorizado pelos desembargadores, porém, dois depois, foi revogado diante dos indícios de uso de documento falso para ser anexado aos autos.

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A defesa do traficante alegou que o mesmo seria portador de diabete e diagnosticado com hipertensão arterial, integrando assim o grupo de risco da covid-19 e apto a ter a prisão convertida em domiciliar, amparado na Resolução 62 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Ele estava preso desde o dia 8 de agosto de 2018 em decorrência da Operação Red Money, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Pelas investigações, a organização criminosa Comando Vermelho desenvolveu internamente um sistema de arrecadação financeira próprio, criando assim um grande esquema de movimentação financeira e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas de fachada, contas bancárias de terceiros, parentes de presos, entre outros. A movimentação financeira teria chegado a R$ 52 milhões.

Mesmo com a decisão favorável, o traficante Ulisses Batista da Silva não deixou a Penitenciária Central do Estado (PCE) para cumprir prisão domiciliar. Isso por conta de condenações em outros processos criminais que somam até 41 anos de cadeia.

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