|Quinta-feira, 24 maio 2018

    Testemunha não comparece e CPI do Paletó pode tentar condução coercitiva

    COMPARTILHECOMPARTILHE

    Ednilson Aguiar/O Livre

    vereador Diego Guimarães

    Vereador afirmou ser a favor da condução coercitiva do servidor Valdecir Cardoso

    O servidor público Valdecir Cardoso, testemunha na Comissão Parlamentar de Inquérito chamada de CPI do Paletó, pode ser obrigado a depor através de condução coercitiva. O servidor, que deveria prestar depoimento na Câmara de Cuiabá, enviou um ofício pedindo para ser ouvido somente depois do dia 20 de fevereiro.

    A oitiva de Cardoso na CPI que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) havia sido marcada para a manhã desta quarta-feira (07). No ofício, o servidor alega ter uma viagem familiar marcada nesta data.

    Valdecir foi o responsável por montar o equipamento utilizado para filmar deputados, incluindo o atual prefeito de Cuiabá, recebendo maços de dinheiro no gabinete do ex-governador Silval Barbosa.

    “Eu vou formular um requerimento de que seja feita a condução coercitiva. Ele foi convocado na condição de testemunha, não foi convidado. Ele deve comparecer do mesmo jeito que em um processo criminal”, disse o vereador Diego Guimarães, em entrevista à rádio Vila Real.

    Valdecir Cardoso de Almeida - Ofício Câmara de Cuiabá

    Valdecir Cardoso de Almeida enviou ofício à CPI do Paletó

    A opinião é compartilhada pelo presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (PSB), que deve elaborar os trâmites para que Valdecir preste depoimento em outra data. A CPI tem um prazo de 120 dias para sua conclusão, podendo ser prorrogados por mais 120 dias, caso haja justificativa. 

    Durante busca e apreensão da Operação Malebolge na casa de Emanuel Pinheiro, a Polícia Federal encontrou um depoimento de Valdecir, registrado em cartório, que corrobora a versão da defesa do prefeito. Emanuel alega que o dinheiro era de uma dívida do ex-governador com seu irmão Marco Polo Pinheiro, o Popó, sócio do Instituto Mark de Pesquisa e Opinião Pública.

    “Eu não quero acreditar que seja uma manobra da defesa do prefeito para prejudicar a CPI. Se tinha essa viagem programada poderia ter informado antes”, continuou Diego Guimarães. O ofício estaria desde o dia 31 no gabinete de um dos vereadores e teria sido encaminhado ao presidente da comissão, vereador Marcelo Bussiki, apenas na noite de terça-feira (06).

    “Se está nas mãos de um vereador há 10 dias e isso não foi encaminhado, é muito grave. Estão debochando da CPI, do parlamento, da imprensa e do cidadão”, afirmou o parlamentar.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Please enter your name here
    Please enter your comment!

    DESTAQUES

    Profissionais do sexo denunciam comerciante que as chamou de “putas”

    Cinco pessoas morrem e 10 ficam feridas em acidente envolvendo dois carros em MT

    Em protesto, Chopp será vendido pela metade do preço em Cuiabá

    Desembargador diz não ver crime de estupro por vítima estar bêbada e ter tido...

    Caldo, cuiabania e cerveja gelada: conheça 5 botecos de raiz na capital

    X