Incêndios em áreas federais foram a maioria das ocorrências de fogo em mata em Mato Grosso neste ano. Terra indígena, assentamento e unidades de conversação sob jurisdição do governo federal somam 51% dos focos de calor entre janeiro e novembro.
São pouco mais de 3,5 mil ocorrências num total de 7 mil registradas pelo Corpo de Bombeiros, conforme balanço divulgado hoje (1º). O principal problema para o combate estaria nas áreas sem domínio estadual.
“A gente tem muitos problemas nas áreas federais. Estamos cobrando, [mas] há uma dificuldade de alinhamento de estratégia, por exemplo, tem vindo [do governo federal] a estratégia de suprimir vegetação com fogo, no nosso período proibitivo, está indo contra a campanha de conscientização aqui”, disse o comandante-geral dos bombeiros, Flávio Gledson Vieira.
Os brigadistas apontam que o problema com incêndio está concentrado um quinto do território de Mato Grosso, pois as áreas de terra indígena, assentamento e unidades de conversão somam cerca de 21% de todo o Estado.
O governo diz que os dados mostram que, diferente do divulgado por órgãos ambientais, que responsabilizam os produtores rurais por crimes ambientais, as taxas mais altas estão em área de controle externo.
“Está mostrado claramente que não são áreas produtivas que geram esse tipo de incêndio, são 0,18 foco de incêndio a cada quilômetro quadrado. As terras indígenas, assentamentos, locais com ocupação ainda não regularizada têm uma taxa muito maior”, disse.
O governo diz que conseguiu controlar os focos de calor no Pantanal, região que fora o principal local de incêndios nos últimos anos. Os focos identificados foram debelados em 48 horas. O trabalho ajudou o Estado a reduzir em 70% média histórica dos incêndios da última década.




