Terceirizado da Sinfra é preso por cobrar R$ 1,5 mil para tirar autuação de alcoolemia de cidadão

A Sinfra requereu a demissão do funcionário e o mesmo já não presta mais serviço para o governo

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O funcionário de uma empresa contratada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), de 27 anos, foi preso nessa segunda-feira (22) suspeito de pedir R$ 1,5 mil para um morador de Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá) para retirar uma autuação da Polícia Militar por alcoolemia que ele havia recebido.

O homem que foi procurado por Alex Cândido Ormond acionou a Polícia Militar na sexta-feira (19), relatando que havia recebido uma mensagem no WhatsApp em que uma pessoa lhe perguntava se ele havia sido autuado pela Polícia Militar em uma situação de alcoolemia e, inclusive, essa pessoa havia lhe enviado uma imagem de uma das vias da notificação.

A vítima confirmou que tinha sido notificada e, depois disso, a pessoa ligou pelo WhatsApp e pediu R$ 1,5 mil para não lançar a autuação no sistema, pois alegou ser o responsável pelo lançamento dos dados no sistema da Sinfra.

Inconformado com a situação, a vítima aceitou a negociação para poder identificar o suspeito e denunciá-lo. Procurou o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar informando que, nessa segunda-feira (22), realizaria a negociação com o suspeito.

Prisão em flagrante

A inteligência da Polícia Militar foi acionada e uma equipe acompanhou outra do Batalhão de Trânsito nessa segunda-feira na negociação, que aconteceria na Praça de Alimentação do Pantanal Shopping, em Cuiabá.

Enquanto a equipe de inteligência monitorava a situação, por volta das 17h30 o suspeito chegou e se encontrou com a vítima. Os policiais viram quando o suspeito entregou um papel de cor branca para a vítima.

Após essa entrega, os militares abordaram os dois e viram que o papel entregue era a primeira via de uma notificação original de trânsito, a mesma que havia sido encaminhada para a Sinfra, via ofício, através do Batalhão de Trânsito.

“Precisava do dinheiro”

Questionado, Alex Cândido disse que estava precisando de dinheiro e, por esse motivo, resolveu fazer a negociação pedindo dinheiro para uma pessoa para realizar a anulação da notificação.

A vítima mostrou em seu celular a conversa que teve com o suspeito, o que deixou claro para os policiais que o suspeito utilizou sua função na Sinfra, local onde possui contrato de trabalho por meio de uma empresa terceirizada, para solicitar dinheiro à vítima.

Toda a negociação foi gravada pelas câmeras de segurança do shopping e o celular do suspeito foi apreendido para passar por perícia.

Alex Cândido colaborou com a ação policial e não precisou ser algemado. O caso foi registrado como corrupção passiva.

O que disse a Sinfra?

Em nota, a Secretaria do Estado e Infraestrutura e Logística (Sinfra) informou que Alex Cândido Ormond é funcionário terceirizado, contratado diretamente por uma empresa que presta serviço à secretaria.

“Tão logo se tomou conhecimento dos fatos, a Sinfra requereu a demissão do funcionário e o mesmo já não presta mais serviço para esta secretaria. A Sinfra ressalta ainda que não compactua com absolutamente nenhum ato ilícito e que vai colaborar com toda e qualquer investigação a ser realizada pela polícia”, informou a assessoria.

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