O policial militar Raylton Duarte Mourão relatou em depoimento que, após matar a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, teria viajado até o Estado do Pará para descartar a arma usada no crime em um rio. Ele ainda declarou que cometeu o homicídio sob influência de um “demônio” que o teria atormentado por três dias depois de receber uma notificação judicial. As informações foram confirmadas pelo delegado Bruno Abreu, durante coletiva realizada nesta terça-feira (23).
Segundo o delegado, Raylton afirmou que a notificação estava relacionada a um acidente de trânsito, envolvendo um caminhão-pipa de sua empresa, e que teria ficado revoltado. Ele disse ter sido pressionado por vozes que o incitavam a matar Rozeli. “Segundo ele, ficou atormentado por um tipo de demônio durante 3 dias, que dizia: ‘mate essa mulher’. Às 3h da manhã, saiu de moto sem que a esposa soubesse para cometer o crime”, relatou Abreu.
Raylton também teria mencionado um momento de arrependimento, quando disse ter pensado no que sentiria caso alguém fizesse o mesmo com sua esposa. “É uma espécie de loucura com empatia”, completou o delegado.
A arma utilizada foi um revólver. Apesar da versão apresentada pelo policial, de que teria ido ao Pará para jogar o objeto no rio, a polícia considera o relato improvável.
Rozeli foi assassinada na manhã do dia 11 de setembro, no bairro Canelas, em Várzea Grande. Ela seguia de carro para o trabalho quando foi baleada no rosto. Câmeras de segurança mostram Raylton em uma motocicleta, acompanhado de um comparsa, no momento da execução.
Dois dias após o crime, em 13 de setembro, investigadores da Polícia Civil cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do militar. Foram recolhidos diversos objetos, como munições, eletrônicos, sapatos e até um par de luvas.
A motivação do crime pode estar ligada a uma ação judicial movida por Rozeli contra Raylton, no valor de R$ 24,6 mil, referente a um acidente de trânsito ocorrido em março deste ano, na Avenida Filinto Muller, em Cuiabá, envolvendo um caminhão-pipa registrado em nome do policial.





