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Crônicas Policiais

Tenente-coronel da PM é investigado por ameaças e perseguição a jovem; mensagens ofensivas foram enviadas até por Pix

Denúncia aponta crimes de perseguição, injúria, difamação e extorsão; jovem pediu medida protetiva.
Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

Um tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso é alvo de investigação da Polícia Civil após ser denunciado por uma jovem de 20 anos por supostas ameaças, perseguição, extorsão e ofensas. Conforme o boletim de ocorrência, o militar não teria aceitado o fim do relacionamento e passou a adotar diferentes formas de contato para intimidar a vítima, inclusive utilizando o campo de descrição de transferências via Pix para enviar insultos.

Como o caso ainda está em fase de investigação e não houve indiciamento, o nome do oficial está sendo preservado pelas autoridades.

Segundo o relato da jovem, os dois mantiveram um relacionamento casual por cerca de oito meses, entre outubro de 2025 e junho de 2026. A situação teria mudado dias após o término, quando o militar descobriu que ela também havia se relacionado com outro homem durante o período em que não havia compromisso entre eles.

De acordo com a denúncia, o oficial passou a pressioná-la para que enviasse um vídeo íntimo e ameaçou revelar o relacionamento aos pais da vítima e à esposa do outro homem caso ela se recusasse. Ainda conforme o boletim, a jovem não cedeu às exigências, mas o militar teria cumprido a ameaça e contado o caso aos familiares dela e à mulher do outro envolvido.

Após o episódio, a vítima bloqueou o oficial nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Mesmo assim, ela afirma que ele continuou tentando contato por diversos números de telefone e também por meio de transferências via Pix, usando o espaço destinado à descrição da operação para enviar mensagens ofensivas.

Os comprovantes apresentados à Polícia Civil mostram que a jovem foi chamada de “vadia”, “vagabunda” e “puta”. Ela afirmou ainda viver sob constante medo e disse recear por sua segurança física e emocional, principalmente em razão da posição ocupada pelo investigado na corporação.

Diante da denúncia, a mulher solicitou medida protetiva de urgência. O caso é apurado pela Polícia Civil e também poderá ser analisado pela Corregedoria da Polícia Militar, que avaliará a adoção de eventuais medidas administrativas. Até a publicação desta reportagem, a defesa do tenente-coronel não havia se pronunciado.

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