Tendência na AL é reprovar antecipação de feriados; governo chama deputados para reunião

Deputados estão divididos e um resultado a favor do projeto do governo não é garantido na Assembleia Legislativa

(Foto: JL Siqueira / ALMT)

O governador Mauro Mendes (DEM) convocou os 24 deputados estaduais para uma reunião nesta segunda-feira (22), às 16h. O tema são as possíveis medidas restritivas para o combate à disseminação da covid-19.

Pela manhã, antes da sessão ordinária, o Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso discutiu a proposta de antecipação de feriados no Estado. Na prática, a medida impõe uma espécie de “mini-lockdown” interrompendo atividades econômicas durante 9 dias, separados em duas semanas.

Conforme apurado pelo LIVRE, se a votação do projeto ocorresse hoje, seria difícil aprová-la. Os 24 deputados estaduais estão divididos.

Muitos entendem que a interrupção total das atividades econômicas – mesmo que apenas por um período semelhante a um feriado prolongado – prejudicaria a arrecadação do Estado e dos municípios e, em contrapartida, ainda seria inócua no atual contexto da pandemia.

Pertencente à base governista, a deputada Janaína Riva (MDB) se manifestou contra a antecipação dos feriados. “O que mais ouço de prefeitos do interior é que essa medida vai favorecer aglomerações. O que falta é fiscalização do poder Executivo. O lockdown só vai sacrificar o trabalhador e a classe mais pobre, já afetada drasticamente pela pandemia”, ela.

O discurso foi acompanhado pelo deputado Sebastião Rezende (PSC). “O que precisa é o poder público dar apoio aos trabalhadores já prejudicados e uma ação intensa na saúde para garantir o direito do cidadão de ter atendimento médico adequado e sair vivo”.

Já o deputado Carlos Avalone (PSDB) defendeu que medidas mais drásticas sejam adotadas em conjunto pelos poderes Executivo e Legislativo. “Tem município, como Diamantino, que já está sofrendo com problemas de falta de oxigênio. Tem que ter uma medida forte e rigorosa para impedir que Mato Grosso enfrente uma crise generalizada e o poder público não tenha condição de resposta”.

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