Taxa de desempregados aumenta no Brasil; MT tem um dos menores índices do país

O agro e a construção civil são setores que contribuíram para manutenção dos empregos no Estado, avalia especialista

(Foto: Repodução/Internet)

A taxa de desocupação no Brasil cresceu 1,1 ponto percentual no segundo trimestre de 2020. O índice foi de 12,2% para 13,3%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As cinco menores taxas do país foram registradas em Santa Catarina, Pará, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

No Estado, o percentual registrado foi de 10,2% – taxa menor que a nacional. Por outro lado, a Bahia (19,9%), Sergipe (19,8%) e Alagoas (17,8%) tiveram as maiores taxas.

Apesar do resultado considerado positivo, Mato Grosso está entre os 11 Estados em que o número de desempregados aumentou entre o 1º e o 2º semestre.

Para o economista Edsantos Amorim, dois setores são responsáveis resultado no Estado: o agronegócio e a construção civil. O primeiro mercado teve pouco ou nenhum reflexo da crise causada pela covid-19.

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“Tudo que o agro está plantando, está colhendo e exportando. Não houve nenhum momento em que o setor deixou de funcionar. No final das contas, junto com a construção civil e mesmo com pequenas quedas, ele mante o nível”, explica o economista.

As condições econômicas preveem que Mato Grosso está entre os Estados que levarão menos tempo para se recuperar da crise, aponta o economista.

Outros dados

Maior entre mulheres e negros: No período analisado, a taxa de desocupação foi 12,0% para os homens e 14,9% para as mulheres. Para brancos (10,4%) a taxa ficou abaixo da média nacional, mas para pretos (17,8%) e pardos (15,4%) ficou acima.

Maior para jovens: os grupos etários de 14 a 17 (42,8%) e de 18 a 24 anos (29,7%) continuaram com as maiores taxas.

Busca por emprego: 7,4 milhões dos desocupados buscavam ocupação de um mês a menos de um ano. A alta é de 27,9% com relação ao mesmo período de 2019. Já 2,5 milhões estavam procurando há mais de 2 anos, queda de 26,5% no comparativo com o 2º tri de 2019.

Quase metade dos trabalhadores: A taxa de informalidade para o Brasil ficou em 36,9% da população ocupada. Entre as unidades da federação, as maiores taxas foram do Pará (56,4%), Maranhão (55,6%) e Amazonas (55,0%).

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