Taques vê chantagem na confissão de Riva

Ednilson Aguiar/O Livre

Governador Pedro Taques

Governador Pedro Taques

O governador Pedro Taques (PSDB) criticou o ex-deputado José Riva, que entregou um esquema de mensalão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e entregou 33 beneficiários da propina. Em entrevista na manhã desta terça-feira, ao ser questionado sobre o depoimento de Riva, o governador falou em chantagem política e destacou o fato de ele ter se beneficiado do esquema de corrupção por muito tempo antes de confessar e entregar os colegas.

“Quero ressaltar a importância da delação como instrumento de persecução penal e criminal. No entanto, no Brasil, a delação está virando instrumento de chantagem política e até de comércio. Então temos que atentar para delações. Que delação eu não sei. É muito fácil. O cidadão comete crimes a vida toda aí, de repente, vira santo e faz delação”, disparou Taques.

Questionado se acreditava que Riva era um chantagista, Taques respondeu simplesmente: “Eu não acredito no que eu não vejo.” Na sequência, encerrou a coletiva de imprensa sem dar detalhes de que tipo de chantagem o ex-deputado estaria fazendo. A declaração foi dada depois da inauguração da unidade do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) no Coxipó, em Cuiabá.

Apesar de José Riva não ter firmado um acordo de delação premiada, ele entregou diversos deputados e ex-deputados, a quem acusa de terem sido corruptos e recebido dinheiro dentro de um esquema que ele liderava. Desse modo, Riva se tornou um delator, embora não no sentido jurídico do termo, pois não há documento que lhe dê garantias de que receberá benefícios em troca das informações prestadas. Juridicamente, Riva apenas confessou. E afirma ter provas do que disse.

Na sexta-feira, 31, durante audiência da Operação Imperador, o ex-deputado José Riva entregou um esquema de propina mensal aos deputados estaduais, coordenado por ele, que teria iniciado no governo Dante de Oliveira (PSDB), na década de 90, e se estendido pelo governo Blairo Maggi (então no PR, hoje no PP) até o governo Silval Barbosa (PMDB). Os valores teriam começado em R$ 15 mil e chegado a R$ 25 mil. 

O ex-presidente da Assembleia denunciou 33 pessoas como beneficiárias do esquema, sendo que oito ainda exercem mandato na Assembleia Legislativa. No depoimento, Riva ainda isentou cinco parlamentares.

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