Taques se esquiva de desafio de Mauro Mendes para comparar gestões

Mauro Mendes sugeriu comparar situação financeira da Prefeitura de Cuiabá e do Governo do Estado

O governador Pedro Taques (PSDB) se esquivou do desafio lançado pelo ex-aliado Mauro Mendes (DEM) para comparar as gestões dele na Prefeitura de Cuiabá e do tucano no governo estadual. Mendes sugeriu comparar os balanços do município quando ele assumiu e entregou o mandato, em 2012 e 2016, e de Taques do início do governo ao terceiro ano, em 2014 e 2017.

“Eu não quero fazer comparação”, respondeu Taques à imprensa, em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (7), na Prefeitura de Várzea Grande, depois do lançamento da obra do Parque Tecnológico. “Não estou preocupado com eleição, e sim em continuar trabalhando, administrando Mato Grosso”, completou.

Mendes lançou o desafio depois das insinuações de Taques de que não era um bom gestor. “Algumas empresas quebram também por fracasso”, disse o governador em entrevista recente, em referência à recuperação judicial do grupo Bipar, que pertence a Mendes.

Na semana passada, Mendes rebateu as alfinetadas e disse que as empresas só entraram em crise quando ele se afastou para ser prefeito da capital. Então, ele lançou o desafio de comparar a situação financeira dos dois mandatos, analisando restos a pagar, dívidas e arrecadação.

Antes dessa troca de farpas, Mendes havia assinado o manifesto dos dissidentes elencando diversos motivos para não apoiar a possível candidatura à reeleição de Taques, entre eles, falhas na gestão do Estado.

Lançamento de obras

Pedro Taques afirmou, ainda, que tem expectativa de entregar o Parque Tecnológico ainda neste mandato, que se encerra em 31 de dezembro. Outra obra lançada em Várzea Grande é a da nova ponte ligando a cidade a Cuiabá, na região do Cristo Rei ao Parque Atalaia.

“Lógico que tem”, disse, ao ser questionado sobre a possibilidade de concluir alguma obra neste ano. “O Parque Tecnológico tem prazo de 12 meses, mas estou atrás do dinheiro do Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) para antecipar isso. A ponte não vai terminar este ano. Mas por que [estou lançando] só agora? Porque só agora conseguimos resolver a questão documental”, argumentou.

Ele minimizou as críticas da oposição de que está lançando diversas obras próximo ao período eleitoral. “Os adversários podem criticar à vontade. Me deixa trabalhar, só isso”, disparou.

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