Taques pode mudar orçamento de MT a pedido de Mauro Mendes

Aliados do atual e do futuro governador concordam que peças orçamentárias têm que ser rediscutidas

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O governador Pedro Taques (PSDB) pode retirar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2019 e reapresentá-lo com sugestões de mudanças feitas pelo governador eleito, Mauro Mendes (DEM). O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), segurou a votação da LDO justamente para esperar o resultado das eleições e discutir o orçamento com o governador eleito.

A LDO prevê um orçamento de R$ 19 bilhões no próximo ano e deveria ter sido aprovada até 30 de junho. A Lei Orçamentária Anual (LOA) deveria ter sido enviada pelo governo até 30 de setembro, porém, segundo Botelho, o projeto não foi encaminhado pela falta de aprovação da LDO.

“O governo já sinalizou inclusive que tem possibilidade de pedir devolução e reapresentar. Acho que é o melhor caminho, chegar a um entendimento entre o atual e o governo que está chegando. O que ele fizer agora vai impactar no próximo governo. Nada mais justo do que ele sentar com o próximo governador, discutir os objetivos e metas, refazer a LDO e já fazer a LOA baseada no projeto do próximo governador”, disse Botelho.

Dilmar Dal’Bosco (DEM), que já foi líder do governo tucano e depois se uniu ao grupo de dissidentes que apoiou a eleição de Mauro, também apoia a retirada. “Vamos construir uma LDO já de acordo com o novo governo. Tem que trazer a cara do novo governo”, disse.

O vice-líder do governo, Wilson Santos (PSDB), que já anunciou que será oposição no próximo mandato, também defendeu a reapresentação do texto e destacou a necessidade de entendimento entre o atual e o futuro governo. Ele preside a Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da Execução Orçamentária e define o calendário de votação das peças orçamentárias.

“Eu defendi ontem com Taques, em uma reunião dele com o secretariado, que tanto LDO quanto a LOA sejam retirados e se discuta a quatro mãos, com o governador Pedro Taques e o governador eleito, Mauro Mendes. Para mim, até 31 de dezembro, Mato Grosso tem dois governadores, o que tem a caneta e o que foi ungido pelo povo”, disse.

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