Taques nega grampos, vê corporativismo do MPE e diz que vai provar inocência

Ex-governador vê fragilidade em acusação e diz que denúncias contra promotores de Justiça não são levadas adiante

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O ex-governador Pedro Taques (Solidariedade) rebateu o teor da denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) à Justiça, de que tenha chefiado e ordenado grampos telefônicos ilegais a partir da estrutura da Polícia Militar de Mato Grosso.

Em contato com a reportagem do LIVRE, Taques, que foi procurador da República no Ministério Público Federal (MPF) por 18 anos antes de ingressar na política partidária e ser eleito senador da República e, posteriormente, governador por Mato Grosso, prega respeito, mas, ao mesmo tempo, questiona a investigação do Ministério Público Estadual (MPE).

“Expresso meu respeito ao Ministério Público, instituição necessária para a democracia e ao promotor de Justiça que assina a petição. Todos que exercem cargos públicos, estão sujeitos a ação, ninguém está acima da Constituição e das leis, inclusive eu”, disse.

“Sobre os fatos, o Ministério Público fundamenta a ação em relação a minha pessoa em cinco indícios, que ele mesmo assim denomina, todos suposições e ilações do próprio Ministério Público (…) Que eu deveria ter conhecimento, nunca fiz, não mandei, não soube, tomei conhecimento e imediatamente tomei a providência”, completa.

Taques ressalta que sempre contribuiu com as investigações e como autoridade pública número um de Mato Grosso jamais prevaricou.  Porém, ao pedir providências, não enxerga quais foram devidamente tomadas no transcorrer das investigações.

“Em depoimento por mim prestado ao Ministério Público, um dia após a quarta feira de cinzas de 2020, fiz várias representações, inclusive contra o promotor de Justiça Mauro Zaque. Quais as providências tomadas depois de mais de um ano? No mesmo depoimento, solicitei providências em relação a um laudo não constante dos autos, qual seja perícia no celular de um tal Coronel Soares. Qual providência foi tomada. Aliás, o meu depoimento de quatro horas sequer foi juntado aos autos”.

“Corporativismo no MP”

Em tom crítico, Taques ainda vê corporativismo do Ministério Público, pois denúncias de que grampos ilegais patrocinadas por promotores de Justiça foram formuladas e não se tem conhecimento de investigações. “Quem pediu para o Gaeco arquivar a minha representação citando o Cabo Gerson? Por que a palavra dos PMs não vale contra o Ministério Público?”, questiona.

O ex-governador ainda diz ter a plena confiança de que ao exercer o seu direito constitucional de ampla defesa e contraditório vai comprovar sua inocência, enterrando em definitivo qualquer acusação indevida que possa pairar em sua imagem e histórico de vida pública.

“Se tudo que o Ministério Público coloca no papel fosse a verdade absoluta, não se precisaria do poder Judiciário. Se existe algo que eu ainda confio é na Justiça. Estou pronto para fazer minha defesa, pois nada fiz de errado. Quem fez, tem que ser responsabilizado com obediência ao devido processo legal”.

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