Taques diz que não cede a pressão de aliados e rejeita distinção entre staff técnico e político

José Medeiros/Gcom

governador e vice

Cargo ocupado por Fávaro na Sema é o epicentro da disputa na base de Taques

O governador Pedro Taques (PSDB) rejeitou qualquer pressão dos aliados para fazer mudanças em seu secretariado e afirmou que ele será o responsável pelas escolhas de quem compõe o 1º escalão do governo de Mato Grosso. Taques está em meio a uma disputa da base governista por espaço, e tendo como epicentro da discórdia a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), disputada por PSB e PSD.

“Quem decide quem será secretário é o governador. Não adianta fazer pressão, que pressão é bom para fazer o carvão virar diamante. Pode pressionar à vontade, que quem decide sou eu, no momento correto, na forma que assim entender”, afirmou Taques, em entrevista à Rádio Capital, na manhã desta quinta-feira (26).

O tucano ainda enterrou o próprio discurso, e chamou de “conversa fiada” a distinção entre figuras técnicas e políticas no secretariado. “Nossos companheiros ajudaram a gravar a eleição, tem que ajudar a governar. Não tem esse negócio de político, técnico, isso é conversa fiada da oposição. Nós queremos pessoas que queiram trabalhar pelo progresso de Mato Grosso”, afirmou.

Quando foi eleito, em 2014, Taques apregoou que montaria um secretariado técnico, e não lotearia cargos par partidos em seu governo. Depois de dois anos de muitas críticas, ele começou a abrir o 1º escalão para indicações e negociar pastas com partidos da base, além de trazer para o staff figuras conhecidas pela atuação política, como o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) na Secretaria de Cidades.

Disputa

O atual titular da Sema é o vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que assumiu na condição de interino em março de 2016, mas continua no cargo até hoje. Ele passou os últimos seis meses anunciando datas para deixar o cargo de secretário, e dizendo que gostaria de avalizar seu sucessor. Agora, já demonstra interesse em permanecer no cargo e diz que a decisão sobre sua continuidade na Sema cabe a Taques.

O governador não sinalizou que rumo dará à secretaria, mas fez questão de elogiar o vice na entrevista. “Um abraço ao Carlão, que vem fazendo um trabalho digno, decente, e com produtividade na Sema”. 

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