Syngenta debate avaliação de risco ambiental de agroquímicos em simpósio de ecologia

Realizado pelo Programa de Pós-graduação da UFPR, evento ocorreu no campus da universidade em Curitiba (PR)

São Muitas questões ainda são levantadas quando o assunto trata dos impactos ao meio ambiente provenientes da utilização de agroquímicos para a proteção de cultivos. Importantes debates integrados por representantes da academia, indústria e sociedade têm contribuído para que o tema evolua apoiado em ciência e responsabilidade socioambiental. Pautada por esta vertente, a Syngenta levou a discussão para um dos painéis do XVI Simpósio de Ecologia e Conservação do Programa de Pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizado nesta semana, em Curitiba (PR).

De acordo com Gustavo Santos, coordenador de Product Safety da Syngenta e responsável por ministrar a palestra, o debate em torno da avaliação de risco, com foco na ampliação de seu entendimento, é fundamental. “Temos uma enorme preocupação em garantir que os impactos e resíduos dos agroquímicos não afetem ar, solo, água, alimento e organismos não-alvo”, ressalta. “Na Syngenta, todo processo de desenvolvimento de uma nova molécula é composto por diversas fases e testes rigorosos, para assegurar que a substância não cause danos a nenhuma espécie ou ambiente com o qual entre em contato”, complementa.

Santos é formado em Ciências Biológicas, possui doutorado em Ecologia e Conservação pela própria UFPR e faz parte do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia. Com 10 anos de experiência na área, sua pesquisa envolve justamente a avaliação dos efeitos de substâncias químicas em seres vivos, meio ambiente e saúde humana. “Muitas pessoas desconhecem o longo trabalho de análise realizado antes de um produto poder ser aplicado em lavouras ou mesmo ser utilizado em áreas urbanas, no controle de pragas e insetos. Em média, são 10 anos de estudos antes de serem submetidos aos órgãos regulatórios”, ressalta.

Padrões de segurança

O especialista enfatiza que os testes realizados pela Syngenta no mundo todo consideram um alto nível de segurança de risco das moléculas. “Graças ao investimento anual de U$ 1,3 bilhão em pesquisa e desenvolvimento, as novas tecnologias permitem produtos com atuação muito seletiva: a toxicidade das substâncias tem efeito somente nas pragas que devem ser eliminadas, com baixo risco para as demais espécies e meio ambiente”, sublinha.

Depois do trabalho interno, os agroquímicos são submetidos a avaliação dos órgãos governamentais. No Brasil, qualquer produto desta natureza passa por rígidos crivos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) antes de ser comercializado.

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