Carregando...
Crônicas Policiais

Suspeito de feminicídio na UFMT muda versão e entra em contradições durante depoimento

Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

O principal suspeito da morte de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, voltou a ser ouvido pela Polícia Civil e apresentou diferentes versões sobre o caso. De acordo com o delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação, Reyvan da Silva Carvalho reconheceu ser ele quem aparece nas imagens de segurança ao lado da vítima, mas negou ter cometido o feminicídio.

Solange foi encontrada morta no dia 24 de julho, em um galpão desativado dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Reyvan foi preso no dia 29 do mesmo mês, também dentro da instituição, e segue detido desde então.

Segundo o delegado, o interrogatório foi marcado por mudanças de discurso. “Ele começou negando qualquer contato, mas depois admitiu ter se encontrado com Solange. No entanto, tentou desvincular essa aproximação da cena do crime. O depoimento é cheio de contradições, enquanto as provas apontam o contrário”, afirmou Abreu.

DNA e histórico de violência

As análises periciais reforçam a acusação. Amostras biológicas encontradas no corpo da vítima e uma bituca de cigarro no local do crime coincidem com o perfil genético do suspeito, já cadastrado no banco de dados do Estado.

Esse resultado ligou Reyvan a pelo menos quatro outros crimes violentos contra mulheres em Cuiabá, ocorridos entre 2020 e 2022, incluindo estupros e outro feminicídio. Até então, seis suspeitos haviam sido investigados e descartados.

Últimos registros de Solange

Câmeras de segurança registraram Solange caminhando sozinha pelo campus no dia 23 de julho, às 15h20. Poucas horas depois, desapareceu. Na manhã seguinte, foi encontrada morta no galpão. Um laudo preliminar apontou que ela era portadora de esquizofrenia, condição que pode ter aumentado sua vulnerabilidade.

Em nota, a UFMT destacou que o prédio estava desativado e que a vítima não tinha vínculo com a instituição.

Prisão e próximos passos

Para a Polícia Civil, a prisão de Reyvan e os laudos de DNA consolidam o perfil de um criminoso em série que estaria agindo na Capital há pelo menos cinco anos. O inquérito corre em sigilo, mas a expectativa é de que o Ministério Público apresente novas denúncias contra o suspeito, não apenas pela morte de Solange, mas também pelos demais crimes atribuídos a ele.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Trecho da Avenida do CPA é bloqueado a partir das 10h deste sábado para a Corrida do Sesi; veja desvios

Trânsito no sentido Centro sofre alterações em frente à Fiemt. Agentes farão passagens controladas para moradores e rotas alternativas seguem liberadas
Geral

Após “lista de estrupráveis”, estudantes voltam às ruas e pedem medidas mais duras contra assédio na UFMT

Mobilização ocorreu no Campus Cuiabá e contou com apoio da administração da universidade.
Geral

Caiu na conta! Servidores de Cuiabá recebem com RGA incorporado à folha hoje

Remuneração de maio inclui prêmio-saúde, insalubridade, férias e horas extras
Crônicas Policiais

Operação Caçada Urbana estoura búnker de facção e prende dupla em Guarantã do Norte

Polícia Civil monitorou endereço e apreendeu porções de drogas prontas para a venda na tarde de terça (26)