Surto na Saúde: 80 servidores são diagnosticados com covid na sede da SES

Secretário Gilberto Figueiredo diz que casos são assintomáticos e dizem respeito a um universo de 600 servidores

(Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT)

Atualmente, cerca de 80 servidores da Secretaria de Estado de Saúde, todos lotados na sede do órgão, foram diagnosticados com covid-19, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (20) pelo próprio chefe da Pasta, Gilberto Figueiredo.

Os números foram tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, que tinha como um dos objetivos debater sobre o surto da doença no local, que recentemente precisou ser fechado para desinfecção.

Figueiredo tentou minimizar a questão. Ele alegou que os casos são todos assintomáticos e dizem respeito a um universo de 600 servidores.

“Os que precisaram de atendimento médico ficaram em leitos de enfermaria, nenhum foi levado para UTI e a grande maioria já está voltando para as atividades, após o período regulamentado de quarentena”, explicou o secretário.

Gilberto também reconheceu as deficiências estruturais da sede da SES e anunciou uma reforma. “Faremos uma adequação na estrutura para desafogar algumas áreas e criar um ambiente mais confortável”, disse.

Contudo, o secretário descartou a possibilidade de reduzir os trabalhadores no interior do prédio. Argumentou que eles são essenciais para que os serviços cheguem na ponta e as despesas sejam pagas.

Reivindicações do sindicato

A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma), Carmem Machado, também participou da audiência. A servidora denunciou uma série de deficiências estruturais que comprometem o trabalho dos servidores da Saúde em todo o Estado.

O sindicato tem apontado a negligência da secretaria com os servidores na pandemia como uma das causas do surto. Durante o tempo de fala, a representante dos servidores compartilhou fotos tiradas em diversos ambientes da SES e de outras unidades administrativas e de hospitais em outros municípios.

“Falta água nos nossos banheiros. Não há condições de salubridade, janelas que não abrem, fios e cabos que ficam expostos, não há distanciamento social, infiltrações, risco de desabamento, extintor e cilindro de oxigênio vencidos desde 2018”, denunciou a presidente do Sisma.

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