Sua compra do mês está cara? Nutricionista ensina a economizar no supermercado

Não está fácil, mas algumas dicas podem te ajudar a (tentar) se manter no orçamento

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Dados divulgados em abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o preço dos alimentos aumentou 15% desde o início da pandemia. Mas quem faz compras com regularidade, tem a impressão que a inflação foi muito maior.

É o caso do nutricionista Gustavo Soares. Ele segue uma dieta específica, ou seja, tem o costume de comprar sempre os mesmos produtos. Há cerca de um ano, gastava entre R$ 250 a R$ 300. Neste mês, a mesma compra chegou à casa dos R$ 600.

“Isso porque é uma lista enxuta. Só compro o que é realmente essencial. Está bem complicado”.

Para quem tem vivido a mesma situação, ele dá dicas de como (tentar) se manter no orçamento.

1. Faça uma lista

É uma dica básica, mas que pode ser aprimorada. Segundo Gustavo, o ideal é pensar nos cardápios da semana com antecedência e ter em mente a quantidade de cada alimento que será necessária. Assim, você só compra o que realmente precisa. Evita gastar demais e também os desperdícios.

2. Frutas e legumes da safra

Gustavo afirma que as frutas e legumes mais encontradas no cardápio do brasileiro têm produção anual. Mesmo assim, em determinadas épocas do ano, algumas podem estar mais caras. Então, planeje substituições.

“Agora, se você realmente está com muita vontade de comer uma fruta fora de época, não tem motivo para sofrer. Basta comprar uma quantidade mínima, só para o consumo imediato. E saber que isso vai ter um certo impacto na conta”, ele diz.

3. Marca mais barata?

A substituição de marcas mais cara por outras, mais baratas, também parece ser uma escolha óbvia, mas o nutricionista alerta: o barato pode sair caro.

Nessas horas, o consumidor tem que estar atento a quantidade de produto nas embalagens e na qualidade. “Se você vai comprar uma marca mais barata, mas que te obriga a usar mais produto para ter aquela quantidade de alimento que você precisa, não faz sentido”.

4. Saiba quanto custa o quilo

Acredite, às vezes, pode compensar levar cinco pacotes de um quilo, do que um de cinco (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Você olha com atenção para as etiquetas dos produtos? Nelas, além do preço da embalagem com o volume definido pela indústria, algumas vezes, é possível encontrar também o valor do quilo daquele alimento, mesmo que as embalagens tenham tamanhos diferentes.

“É uma regra que todos os mercados já deveriam estar seguindo, mas alguns ainda não fazem”, diz o nutricionista.

Saber o preço do quilo te ajuda a decidir se vale mais a pena levar dois pacotes de 500 gramas ou um de 800 gramas, por exemplo.

5. Não vá ao mercado com fome!

Por último, mas não menos importante, Gustavo Soares relembra uma dica clássica: não faça compras com fome. Estando alimentado vai ser bem mais fácil seguir a lista. Você vai resistir mais facilmente às ideias de cardápio de última hora, que aparecem quando você olha o produto na prateleira e pensa como seria gostoso um almoço daqueles.

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