Sou alvo da canetada de ministros, diz presidente da Aprosoja Brasil

Empresário Antônio Galvan diz que foi envolvido em polêmica sobre manifestação com violência e negou financiar movimento

Foto: Assessoria

O presidente da Aprosoja Brasil, empresário Antônio Galvan, disse nesta quinta-feira (26) que foi “envolvido” indevidamente na polêmica que envolve a manifestação marcada para o próximo dia 7 de setembro, em todo o país. 

Segundo ele, a associação dele com o movimento ocorreu após uma reunião de produtores rurais em Mato Grosso com a presença do cantor sertanejo Sérgio Reis e publicação de fotos em redes sociais em que eles aparecem juntos. 

“O delegado me disse que eu estava sendo investigado por crimes. Eu perguntei que crimes, e ele disse que ‘incitação’. Mas incitação de que? Ele disse não tinha nada especificado, só incitação”, disse. 

Galvan prestou depoimento na tarde dessa quarta-feira (25) à Polícia Federal, por videoconferência, como alvo da operação deflagrada na sexta-feira (20) para investigar supostos crimes de “incitação à violência e ataques ao estado de democracia de direito”. 

Os investigadores tiveram autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa de Antônio Galvan, Sérgio Reis e do deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ). 

Financiamento 

Em entrevista coletiva hoje, Galvan disse que está sendo alvo de uma série de ações que ele interpreta como tentativa de cerceamento da liberdade expressão. 

“Eu estou sendo alvo do poder da caneta do ministro do STF, assim como de outros ministros, que estão impedindo a liberdade de expressão de sites e de apoiadores do Bolsonaro”, afirmou. 

O empresário negou que financie individualmente atos de manifestações, como os programados para o dia 7, mas confirmou que produtores rurais simpatizantes do governo federal fazem coleta para pagar transporte e alimentação de manifestantes. 

“Mas, isso não passa pela Aprosoja Brasil, e o produtor tem o direito de apoiar com a quantia que quiser para defender os direitos dele. Eles também apoiam o movimento, e alguns têm situação mais extremada. Mas, eu sou alvo da investigação e não a Aprosoja Brasil”, disse. 

Galvan diz que os valores que financiam as manifestações, como a de 15 maio, são rateados entre os associados das 16 filiais estaduais da Aprosoja, sem relação com as atividades oficias da entidade nacional.

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