Sócio da Rodando Legal pediu para a Semob suspender contrato

Empresário Carlos de Mello Lagulo diz que pedido foi apresentado em reunião com o secretário Juares Samaniego, ontem

(Foto: Reprodução/Transmissão Youtube)

O sócio proprietário da empresa Rodando Legal, empresário Carlos de Mello Logulo, apresentou ao secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá, Juares Silveira Samaniego, um pedido de suspensão de contrato para serviço de guincho e acolhimento de veículos apreendidos no trânsito da Capital. 

A informação foi dada pelo próprio empresário em depoimento nesta quinta-feira (16) à CPI dos Contratos, instalada na Câmara de Cuiabá. A declaração foi feita logo após a primeira pergunta do relator da comissão, vereador Demilson Nogueira (PP). 

“Eu quero fazer uma coisa que eu esqueci de fazer no preâmbulo. Eu estou disposto a encerrar o contrato com Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana) para evitar constrangimentos. Se essa CPI achar que o contrato deve ser suspenso, eu acato”, afirmou. 

Segundo o empresário, o pedido de suspensão ocorreu em reunião nessa quarta-feira (15) com o secretário Juares Samaniego. Em seu depoimento à comissão parlamentar, ele enfatizou a decisão mais de uma vez. E chegou a dizer que a ela passou pela percepção política de “onde há fumaça, há fogo”. 

“Estou há mais de 20 anos nesse ramo com o setor público e entendo alguma coisa de política, e eu que onde tem fumaça, tem fogo”, afirmou. 

Leilões 

A Rodando Legal está no foco da primeira de investigação da CPI dos Contratos. São apurados indícios de irregularidades na execução dos serviços. A atenção está concentrada em leilões de veículos com mais de 60 dias de apreensão. 

Membros da CPI apontam para provável “omissão” da prefeitura na execução das vendas. No tempo de contrato da Rodando Legal, foram realizados 12 leilões com a negociação de 5.510 veículos.  

A legislação atribuiu ao Poder Público a obrigação de fazer os leilões. Hoje, Carlos de Mello Logulo disse que alertou a Semob sobre a necessidade de abrir leilões, por causa de pátio cheio, mas admitiu que os certames acabaram sendo realizados pela empresa. 

O contrato da Rodando Legal foi assinado pela primeira vez em 2018 com prazo de validade de 30 meses, com autorização de dobrar o tempo de serviços. 

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