Sob o domínio do mal

De peito aberto a imprensa tradicional vem apoiando a mentira, a censura os atos antidemocráticos e a criminalidade política

(Foto: Jen Theodore on Unsplash)

A estrada mais curta e mais larga em direção ao pesadelo do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley passa, necessariamente, por técnicas de manipulação e forças impessoais que tornam o mundo bastante inseguro para a democracia, e rude para a liberdade individual.

Já George Orwell na obra 1984 retrata uma sociedade que chegou ao ponto de igualar termos associados à positividade, como paz, liberdade e força, a termos associados à negatividade, como guerra, escravidão e ignorância, ou seja, o livro propõe um futuro decadente, totalitarista, que fecha, sufoca e massacra o ser humano.[1] A verdade vira mentira, a mentira vira verdade.

Ambas as sociedades existem e estão profanamente imiscuídas neste país esquecido à margem da história, em que a falsificação premeditada tornou-se hábito automatizado, meio inconsciente, como num fingimento histérico em que o doente, no começo, sabe que está mentindo, mas depois se deixa iludir por suas próprias palavras e, entre lágrimas e protestos de indignação, termina “sentindo” que diz a verdade.

A mídia brasileira, que estendeu no início deste século o tapete vermelho e, curvando-se gentilmente, deu passagem a quantos Lulas, Dirceus e Dilmas houvesse, aplaudindo, como prova de grande evolução democrática, a tomada do país por um bando de criminosos, tão hábeis na simulação de boas intenções quanto incapazes do menor sentimento de vergonha e culpa, mesmo quando pegos de calças na mão, desempenha um importante papel no desprovimento de sentido e caminho rumo à morte espiritual da nação.

Nos meus três últimos textos,[2] busquei demonstrar o mundo cão que a mídia tradicional quer instaurar no governo Bolsonaro e, consequentemente, no Brasil. Através deles, trouxe ao leitor uma sequência de acontecimentos lançados pelos meios de comunicação contra o presidente, começando pela saída do ex-ministro Sérgio Moro e finalizando no atual inquérito das fake news do STF.

Com isso, tentei expor com todas as letras que o meio jornalístico, em sua maioria, faz assídua oposição ao governo Bolsonaro, colocando os seus interesses e visão ideológica na frente do dever de informar a população. São constantes “crises” e “polêmicas” lançadas diuturnamente nas manchetes jornalísticas, sempre adjetivadas de “devastador”, “bomba”, “urgente”, “agora vai”, etc.

Desde então, a perfídia continua a todo o vapor, passando pela tentativa de responsabilização criminal de Bolsonaro por cada morte da Covid-19; acusação de tentativa de tomada de poder através de um “contragolpe”; perda da popularidade; agitador de manifestações; culpa por cada foco de incêndio na Amazônia; tentativa de burlar o “teto de gastos”; por dar “esmola” através do auxílio emergencial; e tutti quanti.

Até chegaram a prender apoiadores do governo com base em acusações sigilosas de um inquérito instaurado pelo acusador que se julga a vítima. Com apoio da mídia o STF passou a investigar, acusar e julgar os brasileiros.

Só que a máscara está caindo, e cairá mesmo! De peito aberto a imprensa tradicional vem apoiando a mentira, a censura, atos antidemocráticos, a criminalidade política no seu estado mais vil e, consequentemente, o fascismo nu e cru (lembram-se dos antifas?).

O império da manipulação psicopática da opinião pública, apoiado na cotidiana seleção repetitiva, reiteração prolongada das acusações e omissões contra o governo Bolsonaro vem saindo das trevas do oculto e tomando forma. O rei logo estará nu! A verdade prevalecerá!

Prova disso é a aprovação social cada vez maior do presidente, acompanhada do aumento do descrédito da mídia convencional (não atoa, vem se buscando regular extremamente os outros campos de diálogo e ideias sociais, como as redes sociais), entretanto, digo e repito: “o fato de elegermos um presidente não vai, por si, resolver o problema de representatividade liberal-conservadora nacional. Governos são transitórios e limitados, sendo imperioso que o brasileiro peleje e vença a mais importante das guerras: a cultural”.[3]

A direita só saiu da política nacional porque, com a complacência e até a ajuda do governo militar, foi primeiro banida da cultura nacional. Se Bolsonaro não sair da mera popularidade, que, em si, e principalmente no Brasil, quase nada significa em termos de ocupação de espaços e oferecimento de uma resistência séria à “revolução cultural”, de pouco adiantará sua vitória eleitoral.[4]

:::::::::::::::::::::::::::::::::

[1] Disponível em: http://www.puggina.org/artigo/outrosAutores/o-verdadeiro-estado-laico-brasileiro-1/17009.

[2] Disponíveis em: https://olivre.com.br/a-perfidia-midiatica; https://olivre.com.br/midia-ou-psicose; https://olivre.com.br/os-fascistas-que-chamam-a-si-mesmos-de-antifascistas.

[3] Disponível em: https://olivre.com.br/por-uma-direita-unida.

[4] Disponível em: https://olavodecarvalho.org/perdendo-a-guerra-cultural/.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorVereadores poderão ser deputados e senadores temporários, diz TJMT
Próximo artigoJubileu de ouro (opaco) da UFMT