“Só duas pessoas tinham acesso à delação”, diz defesa de Pedro Taques

Ex-governador foi acusado de ter vazado para a imprensa, em maio, delação sigilosa sobre corrupção na Seduc

Foto: Suellen Pessetto/ O LIVRE

O advogado Emmanuel Figueiredo, que patrocina a defesa do ex-governador Pedro Taques (PSDB), afirmou que já respondeu ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é parte interessada na conclusão das investigações quanto ao vazamento da delação premiada do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, classificada como sigilosa.

Em abril deste ano, o LIVRE teve acesso ao documento e divulgou, em primeira mão, três reportagens sobre os documentos, envolvendo o ex-governador, o ex-vice-governador, Carlos Fávaro (PSD), e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Guilherme Maluf.

Após repercussão, a defesa de Permínio afirmou, por meio de nota, que pediu apuração à Corte Superior. Na época, ele levantou suspeita contra Taques, e destacou que a divulgação de conteúdos privados poderia resultar em até quatro anos de prisão.

No caminho inverso, Figueiredo jogou a responsabilidade para Permínio, afirmando que, na época dos primeiros vazamentos, Taques não tinha acesso ao conteúdo da delação.

“Ele [Taques] é favorável à apuração, só que precisamos apurar desde o ano passado, quando vazou. Porque não foi agora”, comentou o advogado. “Só duas pessoas tinham acesso aos autos: ele [advogado de Permínio], que era advogado, e ele [Permínio], além do Ministério Público Federal”, completou.

O primeiro vazamento aconteceu em agosto de 2018, dois meses antes das Eleições Gerais. Na época, os trechos veículos atingiam não apenas a Pedro Taques, mas também ao ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que concorreu à reeleição, mas foi derrotado.

Na ocasião, trechos do documento foram veiculados pelo jornal Folha de SP, dando conta de que Taques teria não apenas dado anuência mas também incentivado esquemas de direcionamento de licitação e desvio de dinheiro da Pasta em Mato Grosso. O objetivo seria pagamento de dívidas da campanha eleitoral de 2014.

Outro lado

Questionado, o advogado Artur Barros Freitas Osti, que faz a defesa de Permínio Pinto e assinou a primeira nota à imprensa, afirmou que apenas vai se manifestar no processo.

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