Só 30% das crianças receberam vacina contra paralisia infantil em Cuiabá

Por causa da baixa procura, a prefeitura prorrogou por mais um mês a campanha, que segue até o dia 30 de novembro

Imagem Ilustrativa (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A campanha de vacinação contra poliomielite em Cuiabá foi prorrogada por um mês. O motivo: a baixa procura. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, só 30% das 34,5 mil  crianças na faixa etária de 1 até 5 anos foram imunizadas. A meta era atingir 95% desse total.

“Como ainda estamos muito longe da meta, decidimos prorrogar a campanha por mais um mês”, explica Sandra Horn, responsável técnica da Imunização do Município. Com o novo prazo, a vacinação acontece até o dia 30 de novembro.

Em nível estadual, a situação não é muito diferente. Até a segunda-feira (26), cerca de 66,1 mil crianças haviam sido vacinadas. O número corresponde a 32% do público-alvo, que é de 205,9 mil crianças de 1 a menores de 5 anos de idade em todo o Estado.

No Brasil, cerca de 7 milhões de crianças ainda não foram vacinadas contra a paralisia infantil. Até o momento, da população-alvo estimada de 11,2 milhões, somente 4 milhões (20,31%) foram vacinadas contra a pólio.

A hipótese é de que, com a pandemia de covid-19, os pais tenham receio de levar os filhos aos postos de saúde.

A vacina é recomendada mesmo para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia.

Para crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, o Ministério da Saúde recomenda aos pais que consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada.

A vacina é extremamente segura e possui eficácia de imunização entre 90% e 95%.

Poliomielite

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990 e, em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território.

Entretanto, ainda existem países endêmicos detectando casos da doença. Paquistão e Afeganistão, por exemplo, registraram em 2020 um total de 132 casos de poliomielite. Por isso, a vacinação é fundamental para que casos de paralisia infantil não voltem a ser registrados no Brasil.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores.

A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

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