O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini afirmou que manterá a situação de calamidade financeira até o fim decreto, no início de julho. A decisão foi anunciada hoje (9) na divulgação de um balanço sobre as contas da prefeitura.
As finanças não estariam boas para que novas medidas sejam adotadas.
“Nós estamos melhorando o caixa, mas não podemos esbanjar. Não vamos conseguir pagar todas as dívidas em seis meses, depois do decreto elas vão continuar”, disse.
Segundo ele, a prefeitura continua com cerca de R$ 700 milhões em aberto que precisarão ser renegociados para pagamento em médio prazo.
A estimativa é que essas dívidas sejam renegociadas até o fim do ano, e o decreto da calamidade financeira daria mais opções de propostas.
A medida geraria uma economia mais que os R$ 138 milhões que já haviam sido divulgados.
O prefeito afirmou que a economia acima do esperado (R$ 38 milhões a mais) possibilitou a aplicação de dinheiro em outras áreas, como a Revisão Geral Anual (RGA) de 5,32%, que deve incluída no salário dos servidores na folha de pagamento de maio.
“Essa economia que conseguimos não quer dizer que o caixa da prefeitura está saudável. O decreto vai acabar, não tem necessidade de prorrogação, e teremos que continuar trabalhando para pagar dívidas a curto e médio prazos”, disse.
Ele afirmou que a taxa de coleta de lixo já está programada para ser extinta imediatamente após o fim do decreto.




