Sítios e propriedades privadas quebram regras de isolamento em Chapada dos Guimarães

Polícia está fiscalizando as rodovias, mas não tem como atuar nos sítios e propriedades que ficam em estradas vicinais

Foto: Governo do Estado/Gcom

Enquanto na rodovia os restaurantes estão fechados, nos sítios e área particulares, o fluxo de visitantes é grande nas áreas de entorno das rodovias MT-251 (Chapada dos Guimarães), MT-010 (distrito de Nossa Senhora da Guia) e MT-040 (Santo Antônio de Leverger).

Comandante do Batalhão de Trânsito, o tenente-coronel Adão Cesar explica que, no final de semana passado, que foi prolongado por conta do feriado de 1º de maio, foi perceptível a movimentação.

Ele conta que como o parque está fechado e o acesso dos policiais aos locais é rápido, não houve aglomerações. Já nos sítios, que muitas vezes ficam distantes das rodovias e no meio das estradas vicinais, é preciso ter a denúncia.

Restaurante da Salgadeira estava funcionando no sistema delivery para atender os visitantes

“Não sabemos onde acontece a aglomeração e, se sairmos na pista para procurar, desprotegemos a via que também precisa ter as questões de trânsito, como embriaguez e velocidade, acompanhados”, explica o militar.

Neste final de semana, quando acontece o Dia das Mães, o coronel assegura que os trabalhos serão reforçados nas vias turísticas, tanto para exigir o uso de máscaras e demais regras de prevenção da proliferação do coronavírus, como para crimes de trânsito.

Salgadeira

O empresário responsável pela administração da Salgadeira, Bruno Souza Pereira, explica que o local recebeu cerca de 20 carros no estacionamento no final de semana passado em um sistema rotativo, sendo que o espaço tem capacidade para 80 veículos.

Ele conta que está servindo comida no sistema delivery e muitos passaram, mas acabaram consumindo em restaurantes que ficam ao longo da rodovia ou de ambulantes.

“Era só passar pelo pontos e ver os carros parados. Eles foram em locais onde o rio ou a cachoeira estavam abertos e com a opção de alimentação”, argumenta.

Segundo Pereira, a sobrevivência dos comércios regulamentados está ameaçada. No caso dele, por exemplo, o custo de funcionamento chega a R$ 17 mil, mesmo sem a venda habitual.

Isso acontece porque ele paga o aluguel do espaço e, conforme o contrato de concessão com o Estado, é obrigado a manter a limpeza, segurança e organização dos atrativos, que possuem entrada limitada.

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