Síndrome pós-covid atinge um a cada dez pacientes, diz OMS

Assim como a doença, as sequelas variam de branda a severa e afetam coração, neurônios, intestino e os pulmões

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

A síndrome pós-covid está se tornando um desafio para pessoas que contraíram a doença. Relatos são de sequelas permanentes em diversos órgãos. O médico Gildo Dimas Faria foi infectado em julho do ano passado e ficou mais de mês internado em tratamento. 

Hoje, ele diz que tem lesão no pulmão esquerdo que o impede de exercício físico mais intensos e até deitar de modo que force trabalho mais forte do órgão. 

“Até se deitar do lado do pulmão, fico com falta de ar. Comecei a fazer natação, mas parei porque estava sentindo muito cansaço. O médico diz que o pulmão fibrosou e isso não vai ser recuperado, é muito difícil”, conta. 

A fibrose pulmonar é uma doença causada pela lesão e cicatrização do tecido dos pulmões. No caso do médico Gildo ela pode estar relacionada com o comprometimento de quase 90% que sofreu no pior momento da infecção. 

“Ainda tenho que operar um olho da catarata por causa do uso do corticoide que usei durante o tratamento”, diz. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma a cada 10 pessoas que tiveram covid-19 desenvolveram a síndrome após a cura. No Brasil, cerca de 1,4 milhão de pessoas estão nessa condição. 

As sequelas são variadas, mas aparecem com mais frequência infarto, arritmia, depressão, perda de memória, falta de ar, dificuldade de raciocínio, fadiga e dores intensas, diarreia crônica, perda de cabelo e distúrbios de pele. Assim como a covid-19, as sequelas vão de ocorrência mais branda às mais severas, com duração de meses. 

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