Sindimed diz que contratação de médicos de fora de MT precarizará atendimentos

Diretor de Sindicato afirma profissionais estão "desanimados" com a rede pública

Imagem ilustrativa (Reprodução / Freepik)

Diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso, Adeildo Lucena afirma que contratar médicos de fora do Estado é um erro e faz com que o trabalho no serviço público seja ainda mais desinteressantes para os profissionais locais.

Segundo ele, que fez uma transmissão ao vivo na manhã desta quinta-feira (16), o governo do Estado estaria usando um método que torna o vínculo empregatício ainda mais vulnerável para quem está na linha de frente contra a pandemia do novo coronavírus.

“Uma empresa que contrata uma empresa e que, por final, pede para o médico abrir uma empresa. São contratos muito precários. Falam que queremos ganhar muito, mas queremos o que o governo pode pagar, sem corrupção”, disse.

Lucena sustentou ainda que faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de qualidade, que as agendas estão sobrecarregadas e faltam ações que contribuam efetivamente para o aumento dos atendimentos, além de uma maior proteção dos profissionais da saúde e combate à desinformação.

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Além de criticar a busca de médicos em outros Estados, conforme foi anunciado pelo governador Mauro Mendes (DEM), o diretor do sindicato se mostrou contrário a um novo Revalida, processo que autoriza a atuação de médicos formados fora do país.

Para a categoria, a ação não será viável já que atuar em uma situação de pandemia requer experiência e qualificações que os médicos recém-formados não possuem.

Na opinião dele, seria mais uma ação política, como ele avalia ser a distribuição do “kit covid”.

“Não temos a certeza de que [os medicamentos] fazem efeito e é uma forma de engessar a atuação do médico, tendo em vista que ele terá dificuldades em receitar algo fora do que está ali. Porém, cada paciente tem sua necessidade”, acrescentou.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





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