Sindicato diz que investigação sobre vazamento de imagens tem “viés político”

Em nota encaminhada à imprensa sindicato dos investigadores aponta que também houve vazamento de imagens de outras operações e que todas deveriam ter sido investigadas

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O Sindicato do Investigadores de Polícia de Mato Grosso (Sinpol) criticou a abertura de um procedimento para apurar o vazamento de imagens da prisão do empresário Valdir Piran.

O empresário foi preso em Brasília (DF), onde mora, alvo da Operação Quadro Negro – deflagrada no dia 22 de outubro. Ele é acusado de liderar um esquema que desviou R$ 10 milhões dos cofres de Mato Grosso, por meio de fraude em contratos para softwares educacionais.

Em nota enviada à imprensa nessa quinta-feira (31), a diretoria do Sinpol disse repudiar a apuração, que considerou ser uma “parcialidade” por parte do diretor-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval.

O sindicato ainda levantou a suspeita de que o diretor-geral pudesse estar usando a Polícia Civil “viés político para penalizar ou sobrepujar profissionais que atuam incansavelmente na defesa da sociedade”.

A instituição ainda lembra, na nota, que também houve vazamento de imagens de outras operações e que todas deveriam ter sido investigadas.

“O Sinpol-MT continuará cobrando explicações do delegado titular da Delegacia Fazendária, Anderson Veiga, e do delegado geral da PJC, sobre o real motivo desta medida seletiva, haja vista não termos conhecimento de algum outro procedimento no mesmo sentido em operações semelhantes”, encerra a nota.

Investigações

A investigação citada pelo Sindicato foi aberta pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, a pedido do delegado Anderson Veiga, que coordenava a operação. A medida foi motivada porque imagem do momento em que policiais abordavam o empresário em sua casa vazaram para a imprensa.

Depois do caso, o advogado de Piran, Ricardo Spinelli, acusou a Polícia Civil de abuso de autoridade. A alegação foi reconhecida pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

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