Silvio Corrêa diz que Emanuel Pinheiro adulterou áudio e pede prisão de prefeito

Ednilson Aguiar/O Livre

Silvio Corrêa

Silvio Corrêa fez delação premiada conjunta com Silval Barbosa

A defesa do ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa (PMDB), Silvio César Corrêa, entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pedido feito pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), para anular a delação premiada. Na petição, os advogados afirmam que o prefeito adulterou o áudio que apresentou como prova.

Eles pedem que “seja analisada a possibilidade de eventual decretação de prisão preventiva” para “assegurar a correta tramitação da instrução processual”, se for comprovado que a adulteração foi dolosa, ou seja, intencional. A gravação apresentada por Emanuel é de uma conversa entre Silvio Corrêa e Alan Zanatta, ex-secretário de Indústria e Comércio da gestão Silval no dia 28 de agosto, depois de ser divulgado o conteúdo da delação.

A defesa pede também que seja aberto um procedimento para apurar se os fatos apresentados por Emanuel foram manipulados. “Caso tenham sido por ele manipulados em suposto conluio com Alan Zanatta, ensejam a responsabilização criminal por prática de crimes”, afirmam os advogados.

Os advogados pedem que a impugnação seja julgada improcedente sob o argumento de que está “desconectada com a realidade dos fatos, dando, inclusive, mostras de ilegalidade”. Alegam também que Emanuel Pinheiro não por ter sido delatado, não tem direito nem legitimidade para impugnar a delação.

Na petição, os advogados afirmam que Emanuel “leviana e descaradamente” alterou o contexto da conversa e “criminosamente” induziu ao erro a imprensa e o STF “ao modificar os dizeres contidos no diálogo”. Eles pedem que o áudio passe por perícia. A defesa afirma também que o que existe na conversa já é conhecimento da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo os advogados, Alan Zanata, que é amigo de Emanuel, tentou extrair informação comprometedoras, mas não conseguiu. A petição rebate diversos trechos de conversas divulgados pela imprensa.

A defesa sustenta que a gravação é apenas uma tentativa de Emanuel de “construir uma versão defensiva apta a também sustentá-lo politicamente”. Eles afirmam que no áudio “somente se viu uma (vã e fracassada) tentativa de justificar o injustificável (imagens flagrantes de pagamento de propina ao atual prefeito e outros deputados)”.

 

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