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Silval diz que Maggi pagou dívida de R$ 7 milhões de Janete Riva

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Redação

Ednilson Aguiar/O Livre

Janete e José Riva

Em trecho da delação premiada feita à Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) afirma que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, quitou uma dívida de campanha no valor de R$ 7 milhões de Janete Riva.

VEJA A COBERTURA COMPLETA DA DELAÇÃO

Janete foi candidata ao governo estadual em 2014 depois que o marido, José Riva, teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral. À época, Maggi era senador.

Segundo o ex-governador, em outubro de 2014, Riva lhe telefonou relatando desespero para pagar os fornecedores de campanha e cabos eleitorais, que estariam ameaçando queimar os comitês de campanha.

Na versão de Silval, o então deputado contou que o empresário Valdir Piran, dono de factorings, havia exigido um avalista para emprestar o montante necessário.

A próxima opção

O ex-governador conta que procurou Piran para ser avalista, mas que não foi aceito. Por isso, Maggi teria sido visto como a próxima opção.

“Riva teria pedido para Blairo ajudá-lo, pois Riva dizia que teria ajudado muito Maggi, garantindo que pagaria esse empréstimo e que precisava do aval de Blairo”, diz trecho da delação.

Após muita insistência, conforme Silval, o então senador concordou. O ex-governador diz que, ao final, assinou uma nota promissória com Piran no valor de R$ 7 milhões e combinou que, se o deputado não pagasse o valor, Maggi honraria a nota. A negociação teria ocorrido na casa de Riva.

Como a nota promissória venceu e Riva não pagou, de acordo com delator, Piran cobrou Maggi, que acabou pagando a dívida.

Outro lado

Em nota divulgada à imprensa, o ministro Blairo Maggi disse que “causa estranheza e indignação” que uma delação unilateral coloque em dúvida a “credibilidade e a imagem de figuras públicas que tenham exercido com retidão, cargos na administração pública”.

Afirmou ainda que não comandou ou organizou esquemas criminosos e que jamais usou de meios ilícitos na vida pública ou em suas empresas. 

“Sempre respeitei o papel constitucional das Instituições e como governador, pautei a relação harmônica entre os poderes sobre os pilares do respeito à coisa pública e à ética institucional”, declarou. 

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