Shoppings em Cuiabá devem reabrir com menos lojas e funcionários

Previsão de horário reduzido para o funcionamento e limitações de público devem dificultar a recuperação, mesmo de portas abertas novamente

(Foto: Divulgação)

Os shopping centers em Cuiabá devem reabrir nas próximas semanas. Mas um bom número das lojas vai fazê-lo apenas para contabilidade de fechamento. A paralisação da economia por causa da pandemia do novo coronavírus se tornou, para estes empresários,  um prolongamento da crise de 2014. 

Presidente do sindicato de lojistas, o empresário Junior Macagnam afirma que o hiato entre as crises para alguns foi estreito e para outros sequer existiu. 

“Quando a gente começava a se recuperar da crise de cinco, quatro anos atrás, a pandemia chegou. Não é culpa de ninguém, mas aqueles que tinham certo capital de giro vão conseguir se manter, quem não tinha, infelizmente, não voltará”. 

Ele afirma que os mais de dois meses parados, por força das regras de isolamento social, atingiram donos de franquias e de marca própria nos quatro conglomerados de Cuiabá, do mais antigo ao mais novo – Goiabeiras, Três Américas, Pantanal e Estação. 

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A realidade da qual eles ainda viam o espectro vem da recessão na qual o país se afundou nos anos de 2015 a 2018, quando a crise tornou o PIB “vegetativo” e começava a melhorar somente ano no passado, em meio à crises políticas. 

“O país vinha acrescendo muito nos últimos anos, o crescimento vegetativo de zero ponto alguma coisa não foi bom para ninguém”, afirma o empresário. 

Demissões 

A perspectiva para o restante do ano não continua boa, mesmo com a reabertura. A previsão é que os shoppings sejam autorizados pela Prefeitura de Cuiabá a reabrir inicial no limite de seis horas por dia. 

E ainda não se sabe se os fins de semana estarão liberados. O intervalo é a metade do horário de trabalho de rotina, que era coberto por dois turnos de trabalhadores. 

Para sobreviver nos meses em que as medidas de decreto de isolamento estarão em validade, a tendência é que parte desses funcionários sejam dispensados. 

“Infelizmente, haverá demissões. As lojas estão fechadas, mas os lojistas continuam a pagar compromissos: parte do condomínio. Os trabalhadores têm direitos que precisam receber. Não tem como. E isso num período em que o faturamento zerou”, afirma Macagnam. 

Restrição prolongada 

O empresário explica que os segmentos de roupa e calçados devem ainda sentir os efeitos do isolamento por algum tempo. Seu atendimento deverá continuar restrito, mesmo com as lojas abertas. Por exemplo, deverá ficar proibida a ocupação acima de 50% do espaço e os provadores poderão ser interditados. 

“As lojas do comércio de rua não estão deixando entrar nos provadores ou experimentar sapatos. É uma regra de medida sanitária. Uma loja está com a ocupação máxima de seis pessoas por vez. Tudo isso deverá afetar os atendimentos no retorno”. 

Empresário afirma que loja de roupas e calçados devem sentir por mais tempo as regras de isolamento (Foto: Divulgação)

Esses segmentos também terão que lidar com o estoque de coleções adquiridas no início do ano, para a temporada do inverno. Segundo Macagnam, os produtos continuam nas lojas. 

“Isso também vai gerar perda, porque se demorar mais para abrir os shoppings, essas coleções vão direto para a liquidação”, pontua.  

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