Setor imobiliário cresce na pandemia e abre as portas para o empreendedorismo

Dupla de amigos está conquistando o mercado em Cuiabá e já emprega mais de 25 pessoas

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

O mercado imobiliário continua em expansão, apesar da pandemia. No ano passado, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC) anunciou um crescimento de 9,8% em relação a 2019. E para este ano, a perspectiva é de um aumento entre 5% e 10%.

Apesar da crise financeira, alguns fatores puxaram os números positivos. A análise da entidade apontou ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5%, bem como os avanços de reformas econômicas e a manutenção das taxas de juros do financiamento imobiliário em patamares baixos.

Dentro deste cenário positivo, o setor tornou-se atrativo para quem quer empreender. Vale lembrar que não são poucas as pessoas que sonham em ter um negócio próprio, seja por iniciativa, seja por necessidade.

Realize tem hoje centenas de clientes em Cuiabá e Várzea Grande. (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Dados da Global Entrepreneurship Monitor, GEM, mostram que, atualmente, cerca de 25% da população trabalha de forma autônoma.

Unindo as duas perspectivas – a do mercado aquecido e da expansão do empreendedorismo – os amigos Pedro, 28, e Júnior Araújo, 27, decidiram que era a hora de ter um negócio próprio e montaram o Grupo Realize – Construtora e Imobiliária.

Pouco dinheiro na mão e muitos amigos

Júnior conta que era amigo de Pedro há muito tempo e os dois acabaram trabalhando em uma mesma imobiliária. Ali, aprenderam todos os processos de gestão e de vendas.

Eles já tinham tentado abrir um negócio no ramo alimentício anteriormente, mas não tiveram sucesso. Dessa vez, noentanto, sentiam-se confiantes por conta do domínio do mercado que haviam adquirido na prática.

No primeiro terreno que lotearam, tinham poucos recursos financeiros, mas um grupo, formado por vizinhos e amigos, comprou quase todos os lotes. Dessa forma, o dinheiro para o investimento inicial sequer foi mexido.

“Naquele momento, eu via a importância do networking e também de ter amizades sólidas. Pessoas que confiavam na gente, tinham certeza na nossa credibilidade e investiram em quem estava começando”, afirmou Júnior.

Desde então, são dois anos no mercado e perspectivas de ampliar a atuação, empreendendo também na construção de condomínios e não só na venda de terrenos.

Negócio ganhou raízes

Atualmente, o negócio que começou com dois amigos já conta com 25 empregados diretos e a mesma quantidade de indiretos. Na lista estão corretores, pessoas que atuam no administrativo e profissionais da área de construção.

Pedro diz que sempre desejou ter o próprio negócio (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Pedro afirma que o número de trabalhadores engajados com a empresa aumenta ainda mais a responsabilidade em relação à gestão e a credibilidade do mercado, que considera o principal ativo da empresa.

Com centenas de clientes, o Grupo Realize focou em pessoas que sonham ter um imóvel, contudo possuem um orçamento que não comporta grandes parcelas.

Desta forma, fazem financiamentos a valores populares e apresentam como diferencial a não consulta nos órgãos de proteção ao crédito.

“Muitas vezes, a pessoas está com o nome sujo por conta de uma situação que passou na vida e não tem como quitar agora. No entanto, pode investir nas parcelas de um terreno. Como sabemos que casa própria é o sonho das pessoas, tentamos ser o mais flexível possível, e está dando certo”, declarou Pedro.

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