SES anuncia obra de R$ 3,5 milhões em Hospital Regional de Sinop

Expectativa é que até julho deste ano a obra seja concluída ofertando 50 novos leitos para atender a região

Governo do Estado anunciou na sessão parlamentar da Câmara de Sinop (503 Km de Cuiabá), desta segunda-feira (02), o lançamento de obras no Hospital regional. De acordo com o representante da Secretaria de Estado de Saúde, Wagner Simplício, serão investidos R$ 3,5 milhões na reforma da unidade. Mesmo sem ter a data de início da obra, Simplício disse que a expectativa é que até julho deste ano tudo esteja pronto e  50 leitos novos estejam disponíveis para atender a região.

“Com esta obra básica estrutural, nós vamos conseguir recuperar os estragos feitos pela chuva na unidade e problemas estruturais antigos, já que a maioria dos nossos hospitais do estado já têm mais de 15 ou 20 anos sem nenhuma reforma. Após a finalização da obra, em até quatro meses – de acordo com expectativas – nós vamos ter mais 10 leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e 40 leitos hospitalares para o atendimento da população”, explicou.

Sobre as necessidades de repasses para a saúde do estado, Simplício disse ainda que todas as dívidas de 2017 já estão quitadas e que parte dos compromissos de 2018 começaram a ser pagos.

“Nós estamos começando a ter oxigênio para investir na estrutura da nossa saúde. É claro que ainda existem coisas para serem melhoradas, mas para um estado que passou os últimos 15 anos em um desmonte desordenado da saúde, estamos nos recuperando bem”, destacou.

Ainda em defesa da gestão de Pedro Taques, Simplício fez questão de lembrar que o estado está buscando junto ao Governo Federal uma readequação dos repasses e a habilitação de novos leitos de UTI, assim como o credenciamento de novos serviços.

“Nos últimos anos, principalmente na gestão do PT, tivemos um congelamento e até um retrocesso nos investimentos para a saúde. Agora estamos buscando meios de normalizar isso. Já conseguimos mais liberação de recursos em relação aos medicamentos de alto custo, queremos também ter um avanço significativo nos serviços de transplantes”, explicou.

Sobre a manutenção dos serviços de obstetrícia no município, Simplício informou que encaminhou ofícios à justiça, Ministério Público e Fundação Comunitária de Sinop – responsável pela administração do Hospital Santo Antônio, onde os partos são realizados –, na  intenção de chegar a um acordo.

“Tomamos esta atitude considerada extrema porque queremos regularizar este serviço e precisamos mais do que o comprometimento do hospital, precisamos de uma segurança jurídica de que estes serviços serão realizados”, destacou ele.

Segundo Simplício, caso a unidade não apresente condições necessárias para a manutenção do contrato, outra unidade hospitalar poderá assumir os serviços.

Oposição

Os vereadores Adenilson Rocha (PSDB) e Tany Lennon (PMDB), fizeram duras críticas ao representante da secretaria de saúde e ao governador do Estado, Pedro Taques (PSDB). “Ele está dizendo que está tudo pago, tudo lindo, e que agora o governador vai investir no Hospital Regional para ampliar o número de leitos. O que eu tenho a dizer em alto e bom som é que ele é mentiroso. Fala para as famílias das vítimas do nosso sistema de saúde aqui de Sinop que está tudo lindo, quero ver falar na minha cara”, declarou visivelmente exaltado o vereador Adenilson.

O vereador disse ainda que irá lutar para que o governador não seja reeleito e usará todas as suas forças para isso.  “A minha irmã foi vítima do descaso na saúde. Eu lutei mais de um ano e meio para trazer recursos para o nosso hospital, mas nada mudou, não acredito mais e vou lutar contra isso”, completou.

Na mesma toada e com um discurso ainda mais efusivo, o vereador Tony Lennon, não poupou críticas ao governador. Em uma atuação performática, Lennon ainda bateu no púlpito por diversas vezes e gritou muito ao criticar o chefe do executivo.

Hospital Regional
Após meses de conflito entre a Fundação de Saúde Comunitária de Saúde e o Governo do Estado – que culminou, inclusive, em paralisação dos serviços da unidade – o estado rescindiu o contrato com a Fundação e a substituiu pelo Instituto Gerir.

Ao sair, a Fundação alegou falta de repasses por parte do Governo, afirmando que a dívida já chegava a R$ 13 milhões. A Secretaria de Saúde do Estado (SES-MT) disse, na ocasião, que os pagamentos ao hospital estavam sendo feitos de maneira regular.

De acordo com a gestão estadual, o contrato com o Instituto Gerir foi realizado em caráter emergencial, com duração inicial de seis meses e, nesse período, a SES deve redefinir o perfil assistencial do hospital. Também neste espaço de tempo, será repassado mensalmente ao instituto o valor de R$ 3,084 milhões para o custeio das despesas do hospital. O valor, segundo o governo, é o mesmo que era repassado à antiga gestora.

Em Mato Grosso, o Instituto Gerir já administra o Hospital Regional de Rondonópolis, há 218 km de Cuiabá, desde o dia 1º de outubro, em substituição à Sociedade Beneficente São Camilo. O contrato, assinado também de forma emergencial, tem duração de seis meses, período no qual haverá um chamamento público.

Hospital Santo Antônio
A Fundação de Saúde Comunitária de Sinop, gestora do Hospital Santo Antônio, chegou a anunciar o encerramento dos atendimentos pelo SUS no final de 2017 e só voltou a realizar os atendimentos após a justiça determinar em caráter liminar a continuidade do atendimento.

Para solucionar os conflitos de repasses, a justiça determinou também que o Hospital Santo Antônio encaminhe a cada 10 dias o faturamento dos seus atendimentos para que então sejam efetuados os pagamentos, mediante bloqueio judicial nas contas do Governo do Estado.

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