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Servidores invadem Assembleia e prometem barulho durante votação de RGA

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Laíse Lucatelli

Diversas categorias de servidores estaduais se mobilizam na Assembleia Legislativa para esperar a votação do projeto que restringe o pagamento da revisão geral anual (RGA), previsto para ser votado em segundo turno na noite desta terça-feira (22).

O saguão e os auditórios estão lotados de servidores – e alguns se aglomeram também do lado de fora do prédio. Há pouco eles também invadiram o plenário de votações, mesmo estando vazio – já que a primeira sessão começa apenas às 17 horas. A Rotam foi acionada.

“Os ovos de serpente estão na chocadeira. E a chocadeira é a Assembleia “, afirmou o presidente do Fórum Sindical, Oscarlino Alves, ao LIVRE.

O sindicalista disse ver um acordo entre os deputados que não foram reeleitos e o governador Mauro Mendes (DEM) para aprovar os projetos ainda nesta legislatura, que se encerra em 31 de janeiro. “Quase todos os 14 deputados que perderam estavam com o Mauro. Parece até que há um acordo.”

O projeto da RGA já foi aprovado em primeira votação na quarta-feira passada, durante sessão tumultuada que teve até spray de pimenta. Nesta manhã,  houve um princípio de tumulto quando o ex-secretário de Fazenda Eder Moraes compareceu à audiência pública que discute a extinção do Desenvolve MT, antigo MT Fomento.

Ele foi chamado de ladrão e xingou um servidor. Durante sua fala na audiência pública que discutia a extinção do Desenvolve MT, provocou os servidores, afirmando que o salário na gestão dele era pago no dia 30 do mês trabalhado.

Gás de pimenta

Oscarlino disse não acreditar que o spray de pimenta tenha sido usado por algum servidor. “Você acha que servidor ia jogar gás de pimenta em si próprio? Nós estávamos ali dentro”, disse.

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental (Sinpaig), Edmundo Lopes, também refutou que o spray tenha sido lançado por servidores.

“Não foi servidor público que usou spray de pimenta. Somos ordeiros. Infiltraram pessoas no nosso protesto. Vamos lutar pelos nossos direitos. Os deputados queriam aprovar os projetos na surdina”, afirmou.

Edmundo vê no projeto da RGA uma cortina de fumaça para aprovar as outras medidas que segundo eles são mais graves. “A reforma administrativa, a extinção das empresas públicas e o congelamento dos salários são mais graves”, afirmou.

Movimentação

Alguns sindicalistas tentam acalmar os ânimos inflamados, pregam a ocupação pacífica do plenário e pedem que ninguém quebre nada nem entre em confronto com a Rotam, para não tirar a legitimidade do protesto. Eles prometem passar o dia inteiro no plenário para impedir a votação do pacote fiscal do governo. O objetivo é adiar a votação para o próximo mandato dos deputados, que começa em 1º de fevereiro.

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