Sem serviço de limpeza desde o ano passado, servidores da Seciteci temem contaminação

Com alunos liberados por causa da pandemia, professores querem trabalho no sistema home office

Os servidores estaduais das secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e da Assistência Social (Setasc) de Mato Grosso fizeram protestos nas unidades pedindo para trabalharem em sistema de home office devido à pandemia do Covid-19, coronavírus.

Conforme a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Educação Profissional e Tecnologia de Mato Grosso, Jenaina Nasser, a situação nas unidades da Pasta, bem como nas escolas técnicas é crítica.

Desde outubro do ano passado, não há empresa responsável pela limpeza e os próprios professores fazem o que podem para manter as condições mínimas de trabalho. Os produtos já acabaram e eles precisam trazer de casa.

Até mesmo sabonete e álcool, essenciais para a higienização das mãos – medida recomendada para evitar a proliferação da doença – estão em falta.

“Queremos evitar a aglomeração. E parar não vai atrapalhar as atividades da escola, já que os alunos foram liberados e estamos fazendo apenas o trabalho administrativo”, argumenta a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Educação Profissional e Tecnológica de Mato Grosso, Jenaina Nasser.

Nasser denuncia ainda que a falta de limpeza também traz o risco de proliferação do mosquito da dengue, pois os quintais estão tomados por mato, os banheiro interditados sem tampa nos vasos e, em algumas unidades, há queixa de infestação de ratos.

Assistência Social

Os trabalhadores da Secretaria de Assistência Social também reivindicam o sistema de home office. Nesta quinta-feira (19) pela manhã, eles fizeram um protesto nos corredores da secretaria.

Conforme uma nota encaminhada pelo grupo, eles querem o mesmo direito concedido aos servidores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e outros órgãos públicos.

O que dizem as secretarias?

A Seciteci, por meio da assessoria de imprensa, informou que os servidores serão liberados na segunda-feira, uma vez que as aulas foram suspensas.

Com relação a limpeza, o órgão argumenta que o contrato da empresa acabou em novembro e que outra licitação está em andamento.

De acordo com a nota, durante os trâmites licitatórios, duas empresas entraram com mandado de segurança prejudicando o andamento do processo de contratação, o que fez com que o caso fosse encaminhado ao Tribunal de Justiça.

Atualmente, o processo está na Procuradoria Geral do Estado (PGE), que deverá emitir parecer na próxima semana.

A equipe do LIVRE também procurou a Setasc, mas ainda não obteve retorno. O espaço continua aberto para manifestações.

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