Sem rixa, mágoa ou rancor

Ulisses Rabaneda não conseguiu ser reconduzido ao TRE

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O advogado Ulisses Rabaneda não conseguiu ser reconduzido ao cargo de juiz-membro do Tribunal Regional de Mato Grosso (TRE-MT). Em seu lugar, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), escolheu Sebastião Monteiro da Costa Junior. Nos bastidores, a informação é de que a nomeação teve influência da senadora e juíza aposentada Selma Arruda (PSL), que teve o mandato cassado pelo TRE e é aliada de Bolsonaro.

O advogado, por sua vez, nega qualquer tipo de “rixa, mágoa ou rancor” e assegura que, no tempo em que Selma atuou na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, os dois se relacionavam “muito bem”. “O processo de escolha de um Tribunal é do presidente da República. São três nomes, o Tribunal aqui fez uma escolha e o presidente optou por um colega, um amigo, que vai fazer um bom trabalho e eu desejo sorte a ele. Então, não existe mágoa, absolutamente nada”.

A senadora teve o mandato cassado por unanimidade no TRE, sob acusação de prática de caixa dois” e abuso de poder econômico nas eleições 2018 e aguarda julgamento de recurso. Quando ainda atuava no Tribunal, Rabaneda chegou a relatar processos como da prestação de contas da senadora, que foram reprovadas.

“Infelizmente você acaba indo para o Tribunal e, na função de juiz, você tem que fazer o que acha que é justo. Eu estava lá com esse propósito e todas as decisões que tomei eu achava que eram as corretas, pode ser que eu esteja equivocado, mas foram com as mais respaldadas intenções”, pontuou.

Quanto as declarações da senadora de que teria sido perseguida pela Justiça Eleitoral desde seu registro de candidatura até a cassação de seu mandato, o advogado disse apenas que o réu tem direito de recorrer e, muitas vezes, “usa o direito de espernear”.

“Eu não vou responder, bater boca, com pessoas que julguei no Tribunal. Fato é que de minha parte não existe absolutamente, nenhum tipo de rixa, de mágoa, de rancor. Até porque ninguém arguiu minha suspeição e todos os julgamentos que proferi, nesse caso especifico, eu acolhi pedidos do Ministério Público. Tenho a consciência tranquila de que eu fiz, nada mais, do que achava correto”, finalizou.

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