Sem espaço, Sachetti desiste de apoiar Mauro Mendes e PDT avalia mudança

Ele pode ser candidato a senador na coligação de Wellington, ou montar chapa avulsa

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O deputado federal Adilton Sachetti (PRB) decidiu sair da aliança que apoia a pré-candidatura de Mauro Mendes (DEM) a governador. Ele buscava ser candidato a senador, porém, ficou sem espaço na chapa majoritária de Mendes, já que as duas vagas foram ocupadas pelo ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) e pelo ex-senador Jayme Campos (DEM).

A informação Sachetti comunicou sua decisão a Mauro Mendes em reunião na manhã desta quinta-feira (26). Agora ele avalia se aceita o convite para concorrer a senador na chapa que deve ter o senador Wellington Fagundes (PR) como candidato a governador. Outra opção é encarar uma candidatura com uma chapa avulsa, sem ter um nome disputando o governo na coligação.

“Sentamos com Mauro Mendes hoje pela manhã e ficou decidido que não vamos caminhar com ele. Mauro foi sincero em dizer que não consegue nos adequar no grupo e por isso vamos buscar espaço em outro caminho. Ou uma candidatura avulsa ou na coligação de Wellington Fagundes”, disse o deputado.

PDT em compasso de espera

A cúpula do PDT deve definir ainda hoje se acompanha Sachetti na debandada ou se permanece com Mendes. O presidente do partido em Mato Grosso, o deputado estadual Zeca Viana, disse que tudo dependerá da decisão do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta.

“Estou aguardando Pivetta chegar para conversarmos sobre isso. Estou bastante chateado e também quero sair da aliança. O PDT só vai continuar com Mauro se o Pivetta for o candidato a vice dele. Se o Pivetta não quiser ser vice, o PDT vai sair também”, informou Zeca ao LIVRE.

Preferido de Mendes para ser o candidato vice, Pivetta disse à reportagem, na quarta-feira (25), que havia decidido não ser candidato a nada nas eleições deste ano, por discordar dos rumos da coligação. No entanto, mesmo fora da disputa, ele afirmou que apoiará o amigo Mauro Mendes.

Entusiastas da candidatura de Sachetti ao Senado, Pivetta e Zeca se mostraram bastante contrariados com o apoio que o MDB deu à candidatura de Fávaro, e que foi um dos fatores que pesaram na decisão de Mendes de escolher o ex-vice-governador como candidato na sua chapa. Outro ponto que pesou foi a preferência de Jayme Campos por Fávaro.

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