Sem energia, hospital veterinário da UFMT é desocupado

Diretor convoca donos de pets internados a levá-los para casa ou transferi-los para outro hospital

Hovet após corte de luz (Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

O Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está sendo esvaziado nesta terça-feira (16). Segundo o diretor da unidade que funciona em Cuiabá, Richard Pacheco, sem energia, não há como manter as atividades.

A UFMT teve o fornecimento de energia elétrica interrompido nesta manhã (16), devido à falta de pagamento de seis contas – quatro delas datadas do ano passado. Desde o contingenciamento de 30% no orçamento da UFMT, anunciado pelo governo federal, a reitoria da universidade vem afirmando que teria dinheiro suficiente para bancar as despesas somente até julho.

Proprietários de animais internados no Hospital Veterinário devem buscá-los. Conforme Pacheco, os casos serão analisados um a um, para identificar se os pets podem ser medicados em casa, já os que não puderem, serão transferidos para outra clínica veterinária.

O setor de diagnósticos do hospital era o único – até às 12h – que ainda tinha energia elétrica, graças a um gerador próprio. A reportagem de o LIVRE acompanhou o momento em que medicamentos e outros materiais que dependem de refrigeração estavam sendo transferidos para lá.

Fechado sem previsão

O diretor do hospital, no entanto, não soube informar por quanto tempo o gerador deve continuar funcionando.

“O hospital vai fechar. Não tem como fazer atendimento no ambulatório, uma cirurgia, manter animais internados. Não tem como nem atender um proprietário nessa recepção, por causa do calor”, disse Pacheco.

Enquanto a reportagem esteve no Hospital, pelo menos duas famílias tentaram atendimento para seus animais domésticos. Dona Marta foi uma delas.

“Meu gatinho não consegue fazer xixi e minha irmã bióloga pediu para correr com bichinho. Agora vou ter que fazer particular e sem dinheiro eu não sei como. Fiz alguns orçamentos da consulta e aqui ainda fica mais barato, de R$ 550 a 700. Na Clínica do Povo, tá em torno de 800 mais o ultrassom”, explica.

Ela conta ainda que sempre recorre ao Hospital Universitário, tanto pelos preços, quanto pelo atendimento. “Meus bichos já são todos fichados aqui. Nós somos dependentes de UFMT, os professores aqui são muito bons”, finaliza.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Vida que segue, a verba vem do governo Federal para as UFs e são desviadas pelos reitores Petralhas que ficam milionários a custa do dinheiro público. E ainda falam quando se diz que as UFs viraram antro de Bauburdia!

    • Você é burro assim ou cursou faculdade? Certeza que não ou, se cursou, foi em uma furreca que não tem o peso de uma Universidade Federal.
      Gado político que reproduz falácias incoerentes, isso que você é.
      Durma bem acéfalo, porque uma universidade pública nunca está no seu nível intelectual.

    • Eu acho engraçado: A única resposta que se dá quando envolve instituição federal é que fulano rouba, é que o PT rouba. Irmão, nos estamos enfrentando uma das piores crises! Se roubou a pessoa vai tem que responder perante o judiciário e não toda uma sociedade. Vá conhecer a UFMT e tira da sua cabeça essa idéia ultrapassada e mesquinha. Evolua!

  2. Muita falta de informação uma pessoa achar “normal” ou correto o que as Universidades Federais tem passado, uma vergonha para os últimos tempos. Universidades de renome internacional, sendo sucateada e o gado consentindo.
    Isto até o dia em que notarem que o nível de instrução da população geral caiu e a criminalidade subiu.

  3. Não adianta jogar toda a responsabilidade da falta de verba para cima do novo governo. Basta uma pesquisa rápida para descobrir que a UFMT vem sofrendo com a falta de verba pelo menos desde 2014, consequência de anos de roubalheira em todo o sistema de administração do dinheiro público.

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