Selma questiona “voto antecipado” e posições de Sakamoto em defesa de Silval

No Facebook, senadora critica o vazamento do suposto voto do relator do processo que pode cassar seu mandato

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Referindo-se ao desembargador e relator do processo que pode resultar na cassação de seu mandato como “esse senhor”, a senadora Selma Arruda (PSL) fez uma publicação em seu perfil no Facebook com o seguinte questionamento: “Será que Sakamoto quer minha cassação porque eu fui a juíza que pendeu e condenou a maior organização criminosa que Mato Grosso já viu?”.

A pergunta foi lançada pela senadora diante do contexto de um artigo publicado no site RDNews. O texto, segundo Selma, antecipa o voto que o desembargador Pedro Sakamoto estaria pronto para dar na ação em que ela é acusada de praticar caixa 2 e abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral de 2018.

Mais, conforme Selma, o artigo também “faz um link entre a posição favorável desse senhor [Pedro Sakamoto] ao ex-governador Silval Barbosa [apontado como líder da organização criminosa citada anteriormente] e a posição desfavorável à minha pessoa”.

Na publicação, Selma Arruda volta a sustentar que não cometeu atos ilícitos durante a campanha e, respondendo aos questionamentos levantados por ela mesma, diz que prefere “continuar acreditando na Justiça Eleitoral”. “Perder essa crença é doloroso demais. É admitir que o Judiciário também sucumbiu à corrupção”, completou.

Em dezembro, Selma Arruda afirmou ter sido chantageada em, pelo menos, três ocasiões por conta do processo a que responde. Na época, a ex-juíza precisou negar que estivesse se referindo a membros da Justiça Eleitoral, já que essa foi a interpretação que sua afirmação havia sugerido.

O processo que pode condenar a senadora à perda do mandato está concluso e só não foi julgado na última terça-feira (2) por falta de quórum. A defesa dela também já havia protocolado um pedido de adiamento sob o argumento de que o advogado Diego Sachs deixou o caso.

A reportagem do LIVRE tentou contato com o desembargador Pedro Sakamoto. Por meio da assessoria, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), ele informou que não vai se posicionar a respeito da publicação da senadora.

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