Selma defende que presos trabalhem para pagar ‘hotelaria’ nos presídios

Proposta em trâmite no Senado sugere que detentos paguem até em dinheiro, se for o caso

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em discurso forte no Senado, a senadora por Mato Grosso Selma Arruda (PSL) defendeu que reeducandos trabalhem para pagar o que ela classificou como “serviço de hotelaria” fornecido pelo Sistema Penitenciário.

“A hotelaria no presídio é extremamente cara e, se a gente olhar para as celas e as condições em que estão presos esses ilustres, vamos ver que ali é mais caro ainda”, disse, numa referência aos políticos e líderes de organizações criminosas, geralmente detidos em celas especiais.

A afirmação ocorreu durante reunião da Comissão de Direitos Humanos, na terça-feira (7). Na oportunidade, estava em apreciação uma proposta que obriga presos a pagarem pela manutenção das penitenciárias.

Em Mato Grosso, segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) realizado em 2017, o governo gasta por mês, em média, R$ 2,7 mil por preso. Os do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), unidade que abriga políticos acusados de corrupção, custam seis vezes mais do que “presos comuns”, cerca de R$ 6,7 mil por mês.

No discurso, Selma comparou esses políticos e chefes de organizações criminosas a cânceres e lembrou que eles costumam custar mais caro porque recebem regalias que não são oferecidas a outros detentos. Em algumas celas, há até aparelhos de ar-condicionado.

“Muitos deles têm direito à prisão especial, têm ar-condicionado na cela, têm coisa que até Deus duvida”, afirmou a senadora.

O Projeto de Lei 580/2015, em trâmite no Senado, impõe aos presos o ressarcimento aos cofres púbicos pelos custos de sua internação nos presídios. Segundo a proposta, isso poderia ser feito com o pagamento em dinheiro ou com trabalho.

A ideia foi do ex-senador Waldemir Moka e já estava pronta para análise em plenário, mas foi enviada para a Comissão de Direitos Humanos, que debateu a matéria em audiência pública.

Veja o vídeo com a fala completa da senadora Selma Arruda:

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