Selma Arruda ganha segurança privada e diz que juiz de Sinop é seu inimigo

A juíza perdeu o direito à segurança que Pedro Taques havia determinado

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A juíza aposentada e pré-candidata a senadora Selma Rosane Arruda (PSL) informou que já está com segurança privada, depois da decisão judicial que proibiu a escolta que ela vinha recebendo via Casa Militar, nesta segunda-feira (18). A nova escolta foi oferecida a Selma gratuitamente por uma empresa de segurança.

“Recebi a decisão com tranquilidade. A iniciativa privada já ofereceu segurança e estou tranquila. Chega de polêmica”, declarou Selma Arruda ao LIVRE. Ela não revelou o nome da empresa. “Não pretendo divulgar por ora. Só se a empresa quiser”, disse.

A magistrada disse, ainda, que não houve surpresa na decisão, em função do histórico de inimizade entre ela e o juiz Mirko Giannotte.

“Já esperava a decisão, porque aquele magistrado é meu inimigo”, afirmou.

Nesta segunda, o juiz Mirko Vincenzo Giannotte, de Vara Especializada de Fazenda Pública de Sinop, suspendeu a escolta da Casa Militar e afirmou que a medida do governador Pedro Taques (PSDB) feria os princípios da impessoalidade, moralidade e legalidade, além de ser ato de improbidade administrativa e causar prejuízo aos cofres públicos. O juiz viu na medida de Taques uma tentativa de aliciar Selma para sua coligação nas eleições deste ano.

Selma havia perdido direito a escolta fornecida pelo Poder Judiciário na terça-feira (12), por decisão da Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça, que considerou que ela descumpriu os protocolos de segurança ao fazer campanha eleitoral. Na quarta-feira (13), Pedro Taques baixou um decreto alterando as funções da Casa Militar para que o governador possa escolher quem a pasta tem obrigação de proteger, e determinou a segurança pessoal de Selma.

Quando atuou na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda proferiu diversas decisões contra facções criminosas e em casos de corrupção que ganharam notoriedade. Ela relatou que recebeu diversas ameaças ao longo da atuação como juíza e até mesmo depois de se aposentar, em abril deste ano.

 

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