Estudantes de Mato Grosso são denunciados por fraude no Enem

Ministério Público Federal destacou que eles marcaram 90% das questões iguais

Foto ilustrativa Enem: Wilson Dias

O Ministério Público Federal (MPF) em Cáceres (225 km de Cuiabá) denunciou seis candidatos por fraude no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014.

Os acusados usaram, de forma indevida, um conteúdo sigiloso no processo seletivo. Os seis candidatos fizeram prova nas escolas 13 de Maio e Maria Gregoria Ortiz Cardoso, no município de Porto Esperidião (325 km de Cuiabá).

Conforme a denúncia, os seis obtiveram a mesma nota (930,2) na área de matemática e suas tecnologias. O MPF registrou que, num total de 6.195.527 estudantes inscritos no exame, apenas 24 tiraram a mesma nota.

Também foi constatada similaridade entre as notas nas demais áreas do conhecimento, sendo que em “Linguagens, Códigos e suas tecnologias” todos tiveram a mesma nota. Em “Ciências Humanas”, dois tiveram nota igual.

Respostas iguais

Em análise aos gabaritos de prova dos denunciados, foi constatado um alto índice de similaridade nas respostas assinaladas. É que, das 180 questões do exame, 139 foram respondidas da mesma forma pelos denunciados (ou seja, 77,22% do gabarito).

Além disso, cinco dos seis estudantes responderam de forma igual 163 das 180 questões, 163. O número representa 90,5% de similaridade nas respostas.

O MPF ainda destacou que, considerando apenas o segundo dia de provas, do universo de 90 questões, 89 tiveram a mesma resposta entre todos os denunciados, o que representa 98,8% de semelhança entre as respostas escolhidas.

Desconhecidos

O MPF realizou diligências nos endereços informados pelos denunciados nas inscrições do Enem. Contudo, descobriu que eles são desconhecidos nos locais.

Conforme o órgão, alguns dos candidatos, inclusive, teriam vindo fazer a prova de outros estados, como Minas Gerais e São Paulo.

Os denunciados foram ouvidos pelo MPF. Um deles afirmou que recebeu a proposta de receber entre R$ 100 mil e R$ 180 mil caso optasse por fazer a prova em Porto Esperidião.

O MPF destacou que esse tipo de fraude causa dano principalmente a outros candidatos, que perderam as vagas nas universidades. Ponderou ainda que o caso “macula a credibilidade do sistema de seleção pública”.

Com assessoria

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