Um segurança de um dos shoppings de Cuiabá foi preso ontem (1º) acusado de abusar sexualmente de um menino de 9 anos durante seu expediente de trabalho, por volta das 18h15.
A Polícia Militar foi acionada pela mãe do menino. Uma equipe foi enviada ao local e encontrou mãe e filho no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) e conversou com a mãe sobre o que teria acontecido.
A mãe afirmou que o filho havia ido ao banheiro, mas estava demorando para retornar, então a avó dele foi verificar o que estava acontecendo.
A avó entrou no banheiro masculino e não encontrou o neto, então procurou o menino no banheiro para pessoas com deficiências. Ela bateu na porta, mas ninguém respondeu, então chamou pelo neto e ele respondeu somente após muita insistência.
Quando já estava com a mãe, o menino a contou que, quando estava indo ao banheiro, um segurança havia lhe abordado e questionado se ele queria aprender sobre “coisas de polícia”.
Segundo o boletim de ocorrência, o menino relatou que o segurança o teria levado para uma escadaria que fica na saída do shopping, o colocado na escada e feito uma “revista”, “abaixando a roupa do menino e passando as mãos em suas nádegas”.
Em seguida, ainda conforme a criança, o segurança o teria levado para o banheiro PCD, onde a avó o encontrou, pegado um pedaço de papel higiênico e passado nas nádegas da criança. O menino afirmou, ainda, que o segurança havia lhe prometido um presente.
Assim que ouviu o filho, a mãe foi até o setor de reclamações do shopping e fez uma denúncia. O circuito interno de filmagens foi consultado e mostrou o segurança saindo do corredor que leva ao banheiro PCD.
Além disso, ao ver o segurança, a criança o confirmou como sendo a pessoa que teria cometido o abuso contra ele. Diante disso, o segurança foi preso e encaminhado para a Delegacia da Mulher, onde o caso foi registrado como estupro de vulnerável.
O que disse o shopping?
Em nota, a administração do shopping onde ocorreu o abuso afirmou que repudia veementemente todo tipo de violência e assédio e esclareceu que o funcionário da empresa terceirizada está sob custódia da polícia e será afastado.
A administração frisou, ainda, que está acompanhando o caso com toda a atenção que ele merece, oferecendo apoio à família e colaborando com as investigações.