Secreto e sem expulsões

Dal Bosco se enrolou para explicar pedido estranho feito na CPI

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) se enrolou todo quando o presidente da CPI da Sonegação Fiscal instalada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Wilson Santos (PSDB), perguntou se a imprensa e os visitantes da Casa deveriam se expulsos do auditório Milton Figueiredo.

A pergunta foi feita depois que Dilmar apresentou o pedido – assinado por ele, Janaina Riva (MDB) e Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD) – para que Lúcio Funaro, delator da Lava Jato, prestasse depoimento em uma sessão secreta.

“Vossa excelência coloca palavras na boca dos outros, talvez por uma emoção de política ou outra coisa. Eu não estou pedindo para fazer dessa forma”, respondeu Dilmar, que foi provocado por Wilson, então, para explicar o que seria uma sessão secreta.

“A sessão é secreta, com os parlamentares. Ninguém está pedindo para retirar ninguém. Nós vamos nos reunir. Só isso”, respondeu o democrata no salão – que tem capacidade para mais de 100 pessoas – com boa parte dos assentos ocupados.

“Eu continuo não entendendo”, emendou Wilson que, após ler o pedido feito por Dilmar, reiterou a pergunta: “eu quero só pedir a vossa excelência que nos esclareça quem participa da sessão secreta”.

Na plateia, a dúvida era exatamente a mesma. Se é secreta, como não pedir a todos que se retirem? Os deputados deram jeito. Eles e o delator é que acabaram saindo do auditório. O depoimento foi colhido na sala em que são realizadas as reuniões do Colégio de Líderes, anexa à presidência.

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