Secretário recomenda que municípios adotem medidas mais severas contra pandemia

Gilberto Figueiredo disse que o momento crítico chegou e que previsão é de falta de leitos para pacientes com casos graves

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A propagação mais acelerada da covid-19 em Mato Grosso levou o governo do Estado a recomendar aos municípios a implantação de medidas mais severas para o controle da pandemia.  

Secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo disse nesta terça-feira (9) que é a hora de pensar em ações não farmacológicas, porque os leitos exclusivos em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da rede estadual chegaram ao colapso. 

“Aconteceu o que não queríamos. Nós não teremos condições de ofertas leitos de UTI a toda população, em face às dificuldades do momento na saúde. É chegado o momento de todos adotarem medidas não farmacológicas mais rigorosas. Chegou o momento crítico em nosso Estado e isso deve piorar nos próximos dias”, afirmou. 

Conforme o secretário, a recomendação a medidas mais restritivas de circulação de pessoas, incluindo o bloqueio total (lockdown) em alguns municípios, passa pela previsão de demanda por leitos em UTI daqui para frente. 

Novos leitos

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), hoje, trabalha com a possibilidade de incluir na rede atual mais 10 leitos para pacientes graves da covid-19. Isso deve ocorrer nas próximas semanas.  

Eles serão instalados na Santa Casa de Cuiabá, fazem parte de um contrato com uma empresa que havia estourado o prazo para isso. Outros 50 serão distribuídos por Mato Grosso, com a chegada dos respiradores requisitados compulsoriamente pela União.

Os primeiros, conforme a Pasta, devem começar a funcionar a partir de quinta-feira (11). Outros devem chegar a Cuiabá no fim de semana, conforme o cronograma do Ministério da Saúde. 

“A previsão é que o Estado crie, pelo menos, mais 50 leitos de UTI nos próximos dias, mas, mesmo assim, esse número é bem inferior à demanda que virá pela frente”, ponderou o secretário. 

Leitos de enfermaria criados na nova ala do Hospital Metropolitano (Foto: Maros Vergueiro/Secom-MT)

Inversão da projeção 

Conforme Gilberto Figueiredo, nas últimas semanas a aceleração no número de casos confirmados para a covid-19 ocorreu com a subida de casos graves. Isso levou o número de pacientes internados em UTI a superar o de internados enfermaria. 

No dia 29 de maio, data em que o secretário declarou que o número de casos em Mato Grosso dobraria em duas semanas, a taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para a pandemia estava em 16,2%, dos 253 disponíveis. No boletim informativo de segunda-feira (8), a proporção estava em 47,4%. 

“Há um crescimento muito rápido dos casos graves, que passaram a demandar das unidades hospitalares. E como a maioria dos pacientes já chegam em situação muito grave, muito crítico, eles demandam dos hospitais de referência os leitos de UTI”, pontua. 

O crescimento dos casos severos pegou de surpresa o planejamento de saúde do governo. A estimativa era que houve “demanda massiva” por leitos de enfermaria, ou seja, pacientes com quadro leve da covid-19 

O setor de enfermaria exclusiva para a pandemia tem 816 leitos com taxa de ocupação de 11,5%.  

O LIVRE questionou o secretário Gilberto Figueiredo durante live desta terça-feira sobre os motivos da aceleração dos casos graves em Mato Grosso, mas a pergunta não foi respondida. 

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

1 COMENTÁRIO

  1. O secretário de saúde do estado gilberto figueiredo é incoerente, fala para ficar em isolamento e está executando obras de reformas com grande aglomeração na sede das secretaria, que fica aberta das 7:00h às 19:00h, e os servidores estão impedidos de tirarem férias ou licença.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorDetran de MT adota QR Code e licenciamento de veículos pode ser impresso em casa
Próximo artigoWilson e delegado Claudinei renovam chapa de Botelho à Mesa Diretora