O secretário de Estado, Marcelo de Oliveira, disse que a infraestrutura para a pista do BRT já comportaria mecanismos para o uso de transporte com maior tecnologia. O projeto já teria dispositivos de integração ao sistema eletrônico, como semáforos.
“A infraestrutura que estamos fazendo atende qualquer veículo sobre rodas, só não atende a trilhos. Mas pode comprar uma tecnologia para [uso em] uma hora e [outra tecnologia] para outra [hora]? Sim, porque estamos instalando a tecnologia que vai controlar semáforos, controlar o horário [de circulação]”, disse.
O secretário foi ontem (20) a uma audiência da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa para atualizar o andamento da obra Ônibus de Tráfego Rápido (BRT, da sigla inglês), e respondeu sobre a hipótese de nova troca de modal pelo governo.
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Na semana passada, o governador Mauro Mendes disse que vem avaliando a possibilidade, e o Bonde Urbano Digital (BUD) seria uma opção. O modal é uma combinação do BRT com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), com a diferença de usar sistema elétrico, cujo trilhos seriam “digitais”.
A troca começou a ser especulada após uma visita do vice-governador Otaviano Pivetta, junto com os secretários Marcelo de Oliveira e Rogério Gallo (Fazenda) a Curitiba, para conhecer a obra de instalação do BUD no Paraná.
A fala do secretário aponta para a hipótese de haver usos alternados de modais a depender do horário fluxo de passageiros. O serviço de transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande poderia se adaptar à demanda por horário.
“Se você colocar só veículos imensos, que era o problema do VLT, [seria] para transitar com 350 pessoas e não tinha como fazer menor. Ia passar 10h com uma pessoa dentro, pois não tem demanda no horário. Mas nós sabemos o horário de pico e os destinos, temos que comprar veículo menor e para a demanda do horário”, disse.




