Secretário de Saúde diz que gestão anterior foi “desastrosa” e descarta OSS

Os débitos da secretaria do ano de 2018 chegam a R$ 480 milhões, segundo secretário

Foto: Luan Cordeiro

Após divulgação por meio do Diário Oficial, nesta quinta-feira (17), do decreto que determina a intervenção no gerenciamento do Hospital Regional de Sinop (500 Km de Cuiabá), o novo secretário de Saúde do Estado, Gilberto Figueiredo, esteve na capital do Nortão, onde classificou a sua passagem pela cidade como uma “missão”.

O secretário afirmou que, a partir de agora, o Hospital será administrado e gerido da maneira correta por meio do Estado. O secretario descartou completamente a possibilidade de uma nova Organização Social administrar a unidade.

“Nós tivemos a experiência no estado e vimos que o modelo de OSS não funciona para nós. Este hospital é uma prova de que essas empresas não têm capacidade para tanto. Verificamos aqui inúmeras divergências e irregularidades e agora, a partir da intervenção, pretendemos dirimir”, ressaltou o secretário.

O gestor ainda classificou a última administração da saúde como desastrosa – em referência a gestão de Pedro Taques.

“Nós assumimos a saúde do estado com mais de 480 milhões de reais em dívidas. O estado está devendo todos os fornecedores, isso só falando de 2018. Ainda vamos realizar os levantamentos de anos anteriores”, explicou.

Sobre as condições que a retomada traz para os servidores o secretário foi enfático em dizer que não há uma solução mágica e que os colaboradores vão ter que confiar na nova administração.

“Nós não iludimos as pessoas e não somos caloteiros. Nós vamos pagar tudo o que é devido, mas não vamos pagar irregularidades, para isso ser feito temos que fazer uma análise séria dos dividendos”, disse.

Sobre o modelo de contratação de servidores, Figueiredo afirmou que todos os atuais colaboradores que tiverem interesse poderão passar pelo processo seletivo do Estado e manter seus cargos.

“Nós precisamos de mão-de-obra desde que ela esteja dentro do enquadramento da nova gestão. O seletivo é um processo democrático e vamos utilizá-lo para esta avaliação”, disse.

Sobre os desafios da administração para retomar os atendimentos oferecidos no Hospital Regional, o secretário enfatizou que os hospitais administrados por consórcio ou pelo Estado – como é o caso agora de Sinop e Rondonópolis – já possuem condições de realizar os novos atendimentos.

“Pegamos estes hospitais à míngua, sem nenhuma condição básica de sobrevivência. Nós já realizamos uma compra emergencial de medicamentos e suprimentos, então os médicos já têm o mínimo de condições para realizar os atendimentos. Temos agora dignidade para oferecer”, alegou.

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