Cidades

Saúde pública: vereador denuncia “abandono” ao encontrar equipamentos parados

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Camilla Zeni

Mais uma denúncia quanto a saúde pública de Cuiabá surgiu no âmbito da Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira (11). Desta vez, o objeto foi o Laboratório Central de Cuiabá (Lacec), inaugurado no município em 2000. A denúncia partiu do vereador Abílio Júnior (PSC), que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde.

Responsável por exames e procedimentos laboratoriais de Cuiabá, o local estaria abandonado pelas autoridades da saúde, segundo o parlamentar. Abílio afirmou que recebeu a denúncia na CPI da Saúde e esteve no local para investigar.

Em vistoria realizada no último dia 30 de agosto, o parlamentar informou que encontrou diversos kits de exames próximos ao prazo de validade além de equipamentos parados por falta de manutenção e insumos. A informação foi repassada aos vereadores na tribuna.

[featured_paragraph]Conforme Abílio, “a situação é complexa e temerária”. Segundo ele, foram encontrados diversos kits de exames para doenças epidêmicas, como a Dengue, Zika e Chikungunya, que já estariam próximos ao limite de validade. [/featured_paragraph]

No local, o vereador também disse ter se deparado com uma máquina com capacidade para realizar mais de 1.500 análises por hora, mas que estava parada. A razão seria a falta de insumos. Dessa forma, o mesmo serviço acabou sendo terceirizado pela Prefeitura de Cuiabá. Irregularidade na armazenagem de reagentes e microscópios novos inutilizados também foram encontrados.

Devido ao que foi encontrado, o vereador alegou que o local precisa de intervenção da fiscalização, uma vez que o cenário do laboratório seria “preocupante”. Abílio falou ainda em “má administração da saúde pública” e “aquisição desnecessária de equipamentos caros”.

Outro lado

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) respondeu ao LIVRE que os kits usados para teste de doenças epidemiológicas apontados pelo vereador foram enviados para a unidade pelo Ministério da Saúde, “sem custos para o laboratório”.

Ainda, a unidade observou que apenas um dos exames – o que é usado para teste de Zika – está próximo do vencimento, em dezembro deste ano. Os demais, segundo a SMS, vencem em setembro de 2019.

A secretaria confirmou que o aparelho de imunologia, que tem capacidade de até 1.500 análises por hora, de fato, está parado por falta de insumos. No entanto, garantiu que a situação é momentânea e que, tão logo cheguem os produtos, o aparelho deverá voltar a funcionar. A pasta, porém, não respondeu ao LIVRE sobre quando o aparelho foi desligado nem qual a previsão para a chegada dos reagentes.

“Sobre os microscópios, eles foram adquiridos na gestão passada para substituir os que estavam sendo utilizados, mas, por serem de um modelo inferior aos já existentes, os profissionais optaram por continuar usando os antigos”, finalizou.

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