Saque do FGTS pode ir a R$ 998; entenda o projeto aprovado na Câmara

Mesmo se a proposta for sancionada, nem todo mundo vai ter direito a esses R$ 498 “extras”

A Câmara dos Deputados aprovou a elevação do valor a ser sacado pelos brasileiros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No lugar dos atuais R$ 500, liberados por uma medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), estarão disponíveis até R$ 998.

Mas calma! Esse saque maior só será permitido para as contas do FGTS que não tiverem mais que um salário mínimo (R$ 998) depositado nelas.

Além disso, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente.

A aprovação na Câmara Federal ocorreu na quarta-feira (7).

O projeto de lei é de autoria do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), que foi o relator, em uma comissão especial, da medida provisória assinada pelo presidente Bolsonaro. O parlamentar analisou a proposta do governo e as sugestões de emendas apresentadas por outros deputados.

Além da elevação – em casos bem específicos, como já mencionado – do valor máximo a ser sacado das contas do FGTS, o texto aprovado na Câmara Federal também prevê saques para aquelas contas que tiverem valores inferiores a R$ 80.

A liberação para o trabalhador dos chamados “valores residuais”, portanto, também pode ser autorizada.

Caso o Senado e o presidente mantenham o projeto de lei como ele foi aprovado na Câmara Federal, vai caber à Caixa Econômica definir um novo cronograma de pagamento para esse valor “extra” de R$ 498.

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