Santo Irineu de Lyon é declarado Doutor da Igreja

O Santo recebeu o título de "Doctor Unitatis" (Doutor da Unidade)

Santo Irineu de Lyon, Bispo, Mártir e, agora, Doutor da Igreja (Fonte: O São Paulo)

No último dia 21 de janeiro, no Vaticano, o Papa Francisco declarou Santo Irineu de Lyon (ou Lião) como Doutor da Igreja Universal, a Santa Igreja Católica. As informações são da ACI Digital.

Segundo o Sumo Pontífice, o santo “foi uma ponte espiritual e teológica entre os cristãos orientais e ocidentais”. Por isso, recebeu o título de “Doctor unitatis” (Doutor da Unidade).

“Santo Irineu de Lyon, vindo do Oriente, exerceu seu ministério episcopal no Ocidente”, escreveu Francisco em seu decreto. “Por estes motivos, depois de ter recebido o consentimento da Congregação para as Causas dos Santos, com minha Autoridade Apostólica, declaro-o Doutor da Igreja com o título de Doctor unitatis”.

A vida de Santo Irineu de Lyon

De acordo com a Canção Nova, Santo Irineu de Lyon nasceu na Ásia Menor, provavelmente na atual Turquia, no ano 125. O decreto papal revela que “seu nome, Irineu, expressa essa paz que vem do Senhor e que reconcilia, reintegrando na unidade”. Irineu vem de “eirenaíos” – “pacífico” em grego.

Foi discípulo de São Policarpo, que conviveu com o Apóstolo São João Evangelista, o “Discípulo Amado” por Jesus Cristo. Foi para a França após ter sido ordenado pelo memso São Policarpo.

Sua excepcional formação acadêmica e religiosa e seu elevado conhecimento das Sagradas Escrituras levaram-no a combater heresias e desuniões na Igreja de Cristo. Canção Nova conta que, em determinada ocasião, foi em missão de paz dialogar com o Papa Eleutério sobre a falta de unidade na data da celebração da Páscoa, já que a Igreja do Oriente corria risco de excomunhão por causa disso. O agora Doutor da Unuidade obteve sucesso e os fiéis do Oriente seguiram como parte da Igreja Católica.

Voltando dessa missão, foi escolhido como sucessor do Bispo de Lyon, Potino, que morreu enquanto Irineu estava em diálogo com o Papa.

Em suas obras e em seu apostolado, refutava argumentos do gnosticismo e de outras seitas heréticas que ameaçavam a fé católica. Além disso, defendia a Sucessão Apostólica e relatava a história da Igreja no século II. Seus escritos estão presentes na coleção de livros Patrística, por ser Irineu de Lyon um dos Padres da Igreja.

A Morte de Santo Irineu de Lyon

Ainda citando Canção Nova, o Doutor da Unidade morreu como mártir em 28 de junho de 202, tendo sido perseguido pelo imperador romano Septímio Severo. Sua festa litúrgica é celebrada nesse mesmo dia.

A ACI Digital informa que os restos mortais de santo Irineu foram sepultados em uma cripta sob o altar da então chamada Igreja de São João, que passou a se chamar Igreja de Santo Irineu. O local foi destruído por protestantes calvinistas em 1562 e os últimos vestígios de suas relíquias desapareceram.

Santo Irineu de Lyon na Enciclopédia Católica

Essa mesma fonte, citando a Enciclopédia Católica, indica que “Irineu escreveu em grego muitas obras que lhe garantiram um lugar excepcional na literatura cristã, porque apresentam, sobre assuntos religiosos controversos de vital importância, o testemunho de um contemporâneo da era heroica da Igreja, que escutou São Policarpo, o discípulo de São João, e que, de certa forma, pertenceu à Era Apostólica”.

A Enciclopédia acrescenta: “Nenhum desses escritos chegou até nós no texto original, embora muitos grandes fragmentos deles existam como citações em escritores posteriores”.

O título de Doutor da Igreja

“Doutor da Igreja” é um título que a Igreja Católica, por meio do Papa ou de um Concílio ecumênico, concede oficialmente a alguns santos, reconhecendo-os como grandes mestres da fé para os católicos de todos os tempos, de acordo com a ACI Digital.

Santo Irineu de Lyon é o segundo Doutor da Igreja proclamado pelo Papa Francisco, sendo o primeiro São Gregório de Narek, em 2015. O líder da Igreja Católica anunciou sua intenção de proclamar Irineu como Doutor da Igreja em outubro de 2020.

“Que a doutrina de tão grande mestre possa encorajar cada vez mais o caminho de todos os discípulos do Senhor rumo à plena comunhão”, finaliza o Sumo Pontífice em seu decreto.

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