Salva-vidas animal: mulher vende bolos e quitutes para ajudar cães resgatados

Quando o dinheiro não é suficiente, a solução e pedir a ajuda de outros defensores

Quiabo não resistiu aos maus-tratos e a desnutrição. E, mesmo com todo suporte veterinário e afetivo que teve nos últimos dias, a vida se esvaiu em meio a fragilidade de sua saúde, comprometida por infecções e doença de carrapato.

O cão foi apenas um dos animais socorridos por Patrícia Lopes Machado, 44. Ela pode ser considerada uma amante dos animais, que mesmo sem condições financeiras, faz o que pode para ajudar os grupos organizados e ainda recolhe quando possível seres que deixam de ser considerados amigos e bichos de estimação pelos donos e acabam na rua.

No caso de Quiabo, o dinheiro da venda de pasteis e pães caseiros não era suficiente para pagar as despesas. Então, ela deu início a uma vaquinha.

“Muita gente ajudou. O dinheiro foi suficiente para pagar todas as despesas e sobrou R$ 175, que será usado para o tratamento de Fifi”.

A cadela tem doença de carrapato, tumor venéreo transmissível (TVT) – doença venérea que acomete cães – e ainda é cega de um olho.

Na clínica, o orçamento do tratamento ficou em R$ 700, já descontados o crédito deixado por Quiabo. Serão necessárias três sessões que quimioterapia para combater a TVT.

O começo

Patrícia diz que o primeiro animal resgatado acompanhou ela na infância e foi morte envenenado por vizinhos.

“Eu sofri muito e senti na pele o que é ver uma pessoa impune. Mas, é assim, as pessoas maltratam animais e nada acontece”.

Naquela época, ela morava no interior de São Paulo e mesmo depois de casar e se mudar para Várzea Grande, em Mato Grosso, continuou a se indignar com as injustiças e ainda e ajudar, mesmo muitas vezes sem poder.

“Já resgatei 30 animais em toda a minha vida e perdi apenas cino. Entre eles está uma cadela deficiente, que já nos deixou”.

Ela conta que já ouviu reclamações de vizinhos por conta dos latidos dos animais que cria em casa e tenta conversar. Porém, nada a faz desistir.

“Não tem luxo. Mas, lá eles têm comida, água, carinho e ficam livres”.

Entre eles está Godofredo, o xodó da casa. Ele foi achado em situação crítica, ficou internado e precisou de muitos cuidados. Hoje, está saudável e tornou-se o príncipe da casa.

Branca ( à esquerda) e Godofredo (à direita) abraçados por Patrícia Lopes Machado. (Foto: arquivo pessoal)

Ajudas necessárias

A maior parte dos cachorros que Patrícia salva acaba sendo adotada. Enquanto não encontram um lar, a salva-vidas de animais tira dinheiro dor orçamento da casa e da venda de pão e quitutes para custear ração, remédios e demais despesas

Ela e o marido trabalham com a venda de pasteis.

“Graças a Deus nunca faltou”.

Quem quiser contribuir com Fifi pode fazer depósito na conta abaixo:

  • Banco: Caixa Econômica Federal
  • Poupança: 00047902-7
  • Operação : 013
  • Agência: 0801, 
  • Telefone para contato: 98432-1098

A cadela está internada da Clínica Amigo Fiel.

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